Ouro salta 3% e retoma maior nível desde junho com recompra de títulos pelo Tesouro dos EUA; confira

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O ouro chegou a disparar mais de 3%, retomando o patamar de US$ 4.500, o maior desde junho, com o anúncio da recompra de títulos norte-americanos, os Treasuries, pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 2,82%, a US$ 4.545,30 por onça-troy. A prata para setembro avançou 2,79%, a US$ 65,825 por onça-troy.O que impulsionou o ouro hoje?Depois da recente pressão no mercado de títulos norte-americanos, com o Treasury de 30 anos atingindo o maior patamar desde meados de 2002, na terça-feira (18), o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou a recompra de títulos de longo prazo. O Tesouro informou estar dobrando o tamanho das operações de recompra de suporte de liquidez para títulos de cupom nominal de prazo mais longo, de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos. O tamanho máximo atual de US$ 2 bilhões por operação será de, pelo menos, US$ 4 bilhões por operação, disse a pasta.O economista-chefe e estrategista global da Euro Pacific Asset Management (EPAM), Peter Schiff, alertou que a decisão do Tesouro irá disparar a inflação americana. “O Tesouro anunciou que comprará mais Treasuries de longo prazo que investidores privados não querem mais segurar, para tentar interromper a alta dos rendimentos. O dinheiro que pagará por isso ultimamente será criado pelo Federal Reserve (Fed), o que mandará a inflação nas alturas. É por isso que o ouro sobe US$ 125 com a notícia!”, escreveu.O Citi aponta que o principal custo dessa estratégia é uma moeda norte-americana mais fraca. “Consequentemente, esperamos que os investidores saiam de estratégias de inclinação da curva à medida que o receio de desvalorização cambial diminui, e estamos adicionando uma posição comprada em ouro”, afirma o banco.Após o fechamento da sessão, os investidores acompanham a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), apesar da defasagem entre os dados do encontro de julho para o cenário de hoje.*Com informações de Estadão Conteúdo