O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, reconheceu nesta quarta-feira (19) que investigações envolvendo pessoas próximas ao partido podem ter impacto em sua campanha, mas defendeu que eventuais responsáveis sejam investigados e punidos independentemente de vínculos políticos. A declaração ocorreu durante sabatina promovida por CBN, O Globo e Valor Econômico.Questionado sobre as notícias envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, Haddad afirmou que “toda apuração tem impacto”. O candidato, porém, disse não ver problema em investigações que possam atingir integrantes do PT. Leia Mais Em 4 dias, TSE recebe mais de mil denúncias de irregularidades eleitorais Haddad foca plano de governo na segurança e aposta em IA, educação e saúde Flávio aposta em agenda popular com aliados para ampliar presença em SP “Sou a favor de passar a régua em quem quer que seja. Porque tem uma lei. Ela tem que ser respeitada. A pessoa errou? Eu não quero saber o partido, a religião, o time de futebol. Paga”, afirmou.Haddad também defendeu que a Polícia Federal e o Ministério Público tenham liberdade para investigar e denunciar suspeitos, independentemente do partido. Segundo ele, o mesmo princípio deve valer para integrantes de sua própria legenda e para políticos ligados a adversários.“Quem é candidato é que responde pelos seus atos”, disse o petista, ao ser questionado sobre o efeito político das denúncias em sua disputa pelo governo paulista.Ao longo da resposta, Haddad citou outros casos envolvendo políticos de diferentes partidos para argumentar que eventuais irregularidades devem ser tratadas individualmente. O candidato afirmou ter 26 anos de vida pública e disse estar “muito tranquilo” para defender sua candidatura e suas propostas para São Paulo.PF apura elo entre lobista, Lulinha e Marcola | LIVE CNN