O candidato do PT (Partido dos Trabalhadores) ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, criticou nesta quarta-feira (19) a política de segurança pública da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) e afirmou que a letalidade policial aumentou 80% durante o atual governo.Em sabatina realizada nesta manhã, o petista defendeu a retomada das câmeras corporais em funcionamento ininterrupto e prometeu ampliar o uso de tecnologia e Inteligência Artificial no combate ao crime.Haddad também criticou o programa Muralha Paulista, que recebeu cerca de R$ 600 milhões em investimentos, segundo o candidato. Para ele, o programa não apresentou resultados. “Não resultou em nada. Nada”, afirmou. Leia Mais Diante de Tarcísio, França cobra atenção ao uso da máquina pública Tarcísio prepara grande ato no ABC de olho em região onde perdeu em 2022 Marçal pede à Band para participar de debate no domingo O petista disse ainda que São Paulo tem baixa capacidade de investigação criminal. Segundo Haddad, apenas 5% dos crimes são investigados no estado e a autoria é esclarecida em 31% dos homicídios.Como parte de seu plano para a segurança pública, Haddad voltou a defender a criação de uma agência estadual de combate às facções criminosas.A proposta prevê a integração de órgãos como Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público para compartilhar informações de inteligência.“O Estado organizado derrota o crime organizado”, declarou Haddad ao defender a integração entre as forças de segurança.SabespNo fim da sabatina, Haddad não descartou a possibilidade de reestatizar a Sabesp, privatizada durante a gestão Tarcísio. O candidato, porém, afirmou que não pretende antecipar uma decisão e que primeiro fará uma análise detalhada do contrato.Haddad reconheceu que uma eventual reestatização envolveria uma operação juridicamente complexa. Ao mesmo tempo, disse que há espaço para negociar mudanças com a concessionária em defesa dos interesses da população.O petista criticou a qualidade dos serviços prestados pela empresa e afirmou que a Sabesp é “recordista de queixas no Procon”. Também citou problemas de abastecimento e aumento das contas de água e disse que a promessa de redução da tarifa não foi cumprida.A estratégia, segundo Haddad, será fazer um “pente-fino” no contrato e avaliar alternativas para melhorar o serviço antes de definir se haverá ou não uma tentativa de retomada do controle estatal da companhia.AO VIVO: ENTREVISTA COM FERNANDO HADDAD (PT) AO GOVERNO DE SÃO PAULO | CNN ELEIÇÕES