Lamborghini Revuelto SV mantém V12, mas ‘envenena’ motores elétricos para chegar aos 1.065 cv

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O Lamborghini Revuelto Super Veloce – ou SV para os íntimos –  estreia oficialmente como a versão mais extrema do superesportivo híbrido, combinando o tradicional motor V12 a três propulsores elétricos para entregar 1.065 cv. A novidade foi apresentada em Monterey, na Califórnia, durante a Monterrey Car Week e focando em aprimoramento aerodinâmico e alívio de peso em vez de apenas um salto de potência.O lançamento do modelo funciona como uma resposta imediata à necessidade de manter a relevância dos motores a combustão de grande deslocamento em uma era dominada pela eletrificação. A marca utiliza a base híbrida para compensar a massa extra das baterias com níveis de downforce muito superiores aos da versão padrão, tornando o carro consideravelmente mais focado em track days.–Divulgação/LamborghiniCom produção limitada a 1.963 unidades, em referência ao ano de fundação da fabricante, a novidade mira colecionadores fiéis. Essa estratégia garante liquidez quase imediata para a empresa antes mesmo de as entregas começarem. Continua após a publicidadeAprimoramentos aerodinâmicos e na suspensãoA aerodinâmica foi profundamente revisada para contornar o peso inerente ao sistema elétrico. Na dianteira, o novo divisor e o assoalho modificado direcionam o fluxo de ar para os radiadores laterais, o que melhora o resfriamento dos freios em 12%. Na traseira, a asa dupla fixa com inspiração em competições e o extrator redesenhado aumentam a força descendente geral em 80% em relação à configuração civil, e superam em 10% os números do antigo Aventador SVJ.–Divulgação/Lamborghini Continua após a publicidadeEssa busca por eficiência dinâmica exigiu mudanças na geometria da suspensão. Além disso, há novos amortecedores passivos ajustáveis manualmente, uma herança dos modelos da categoria GT3. O arranjo garante 17% a mais de agilidade e um incremento de 10% na aderência lateral em comparação ao modelo convencional. O motorista pode ajustar a carga de acordo com o traçado, seja em piso liso, ondulado ou com asfalto molhado.Conjunto mecânico e controle de traçãoA receita mecânica mantém o V12 6.5 naturalmente aspirado montado em posição central-traseira, que sozinho gera 825 cv a 9.250 rpm – mesma potência da versão padrão. Ele trabalha em sinergia com três motores elétricos, sendo dois de fluxo axial no eixo dianteiro e um de fluxo radial acoplado ao câmbio de dupla embreagem de oito marchas. Os motores responsáveis pelo ganho de potência são justamente os elétricos.–Divulgação/Lamborghini Continua após a publicidadeA potência combinada atinge os 1.065 cv, o que representa um ganho de 50 cv sobre o antecessor. O torque máximo é de 145,4 kgfm.Com essa arquitetura, a relação peso/potência fica em 1,66 kg/cv. Os números de fábrica indicam aceleração de zero a 100 km/h em 2,4 s e de zero a 200 km/h em 6,7 s, com velocidade máxima superior a 345 km/h. Para alimentar o conjunto elétrico, há uma nova bateria de íons de lítio de 7,3 kWh, que promete entregar consistência de desempenho até quatro vezes maior em uso contínuo nas pistas.–Divulgação/Lamborghini Continua após a publicidadeO controle dessa força é gerenciado por uma central inercial de seis eixos, conectada a um sistema de freios integrado, com discos de carbono-cerâmica maiores. Segundo a fabricante, o conjunto reduz a distância de parada em até 10%, precisando de apenas 110 metros para estancar de 200 km/h a zero.Cabine influenciou na redução de pesoA cabine abusa de fibra de carbono exposta, presente em até 25 componentes externos e internos, incluindo os painéis das portas, o que contribui para o enxugamento da massa total. Os bancos esportivos com estrutura de carbono são itens de série, com opção de assentos do tipo concha em peça única para maior suporte nas curvas. O ambiente preserva o conceito de cockpit, mas adiciona seletores inspirados no automobilismo no volante.–Divulgação/Lamborghini Continua após a publicidadeA principal exclusividade eletrônica é o novo seletor do modo Pilota, posicionado no lado direito da direção. O recurso desmembra o controle de tração em cinco estágios distintos, permitindo que o motorista ajuste a intervenção do sistema eletrônico de acordo com o nível de desgaste dos pneus ou com as mudanças nas condições da pista.Os pneus de ultra-alta performance foram desenvolvidos sob medida pela Bridgestone. O cupê utiliza compostos de medidas mistas em rodas de liga leve forjadas com travamento central de porca única, aro 20 na dianteira e 21 na traseira. Há opções voltadas para pistas ou semi-slicks dedicados a autódromos.–Divulgação/LamborghiniA fabricante não divulgou preços durante o evento de revelação, mas o valor certamente se posicionará com folga acima da variante comum, colocando o veículo em um patamar de rivalidade restrita contra projetos especiais da Ferrari e da McLaren. O projeto reforça o papel da eletrificação não como solução ecológica, mas como ferramenta mandatória para a sobrevivência dos carros de alto desempenho. Publicidade