Santos vence, elimina Macará sem sustos e está nas quartas da Copa Sul-Americana

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Sem sustos, o Santos se garantiu nas quartas de final da Copa Sul-Americana. Mesmo poupando Neymar, Gabigol e outros três titulares, a equipe brasileira soube segurar a vantagem de 2 a 1 construída na Vila Belmiro e, com 0 a 0 em Ambato, eliminou o Macará e terá o Atlético-MG pela frente.A apresentação diante dos equatorianos sugeria sofrimento pelas ausências, a altitude de 2,6 mil metros equatoriana e um gramado vergonhoso para uma competição continental. Porém, a escalação alternativa de Cuca se portou bem do começo ao fim, quase não permitiu finalização ao oponente e, além da vaga, embolsou importante premiação de US$ 700 mil (cerca de R$ 3,6 milhões).O adversário dos santistas nas quartas de final será o Atlético-MG, que eliminou o Red Bull Bragantino após buscar a igualdade por 2 a 2 em Belo Horizonte, na quarta-feira, depois de fazer 1 a 0 no duelo de ida. Os jogos ocorrem em setembro.Cuca relutou o quanto pôde, mas não conseguiu esconder que o duelo com o Mirassol pelo Brasileirão, no domingo, é a prioridade do momento e poupou cinco titulares: o astro Neymar, Gabigol, Barreal, Escobar e Igor Vinícius sequer viajaram para a altitude de Ambato.Com o garoto Davizinho na lateral-direita e o zagueiro Luan Peres improvisado na esquerda, a ideia do treinador era segurar a vantagem construída em casa, por 2 a 1, há uma semana. Os três volantes eram a base de sustentação para o setor defensivo. Os três empates do Macará em seu domínio na fase de classificação serviam de motivo de confiança a mais para os santistas.O estado péssimo do gramado, contudo, deixou os visitantes bastante preocupados. Todo irregular e esburacado, o campo se tornou um rival a mais para o Santos, time mais técnico e de toques de bola, assim que a partida iniciou. Domínios e passes curtos exigiam concentração para evitar falhas próximas ao gol de Gabriel Brazão.Acostumado ao campo ruim, o Macará rapidamente assumiu o comando da partida, investindo na velocidade e nas invertidas rápidas de jogada. Chegava bem pelas beiradas, mas faltava o capricho na finalização. Apesar da pressão, Brazão pouco era exigido.A partida ficou aberta até o fim, pois um gol dos mandantes poderia mudar a história do confronto. A torcida empurrava seus representantes na base do grito, mas o Santos soube se defender até o apito final para celebrar a classificação.