PGR e Mendonça têm desconexão sobre Lulinha, diz pesquisador do STF

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O caso Lulinha no STF (Supremo Tribunal Federal) está marcado por um clima de desconfiança e incerteza, segundo Felipe Recondo, jornalista e pesquisador do STF ao WW.Em análise sobre o impasse entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o ministro André Mendonça, Recondo destacou que o processo não está correndo de maneira ortodoxa na corte.Para Recondo, o principal sinal de desconexão é o pedido da PGR para que o caso seja enviado à primeira instância, sob o argumento de que não há autoridade com foro privilegiado que justifique a permanência do processo no STF. Em sentido oposto, André Mendonça já manifestou entendimento de que existe, sim, tal autoridade com foro. Leia Mais Caso Lulinha em 1ª instância pode danificar imagem do STF, diz especialista Ala do STF vê tentativa de Moraes, PF e PGR de tirar Lulinha de Mendonça Professora questiona razões para inquérito sobre Lulinha estar no STF Desconexão entre relator e investigadorO pesquisador ressaltou que essa divergência revela um problema estrutural no andamento das investigações.“Se a Procuradoria-Geral da República é responsável pela investigação e não vê autoridade com foro, e o ministro relator vê, já se mostra uma desconexão entre juiz relator e investigador”, afirmou Recondo.Segundo ele, o receio é de que as investigações “não acabem bem” e não cheguem a uma conclusão satisfatória.O contexto também expõe o STF a críticas mais amplas. A analista de Política da CNN Jussara Soares, que participou do debate, destacou que o momento é especialmente delicado, dado o cenário eleitoral.Ela apontou que o pedido da PGR para enviar o caso à primeira instância levanta questionamentos sobre outros processos que tramitam no STF, como os relacionados ao 8 de janeiro e a integrantes do chamado núcleo golpista.Questionamentos sobre a atuação da PGRJussara chamou atenção para a inconsistência na postura da PGR: nos outros casos, o órgão não via problema em mantê-los no STF, o que agora gera críticas à sua atuação.“Por que o Procurador-Geral da República agora mudou de ideia, se nos outros casos ele não via problema de ficar no Supremo Tribunal Federal?”, questionou ela. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.