O que os presidenciáveis propõem para o agro? Conheça as propostas

Wait 5 sec.

A produção agropecuária nacional está entre as prioridades apresentadas no plano de governo protocolado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pelos cinco candidatos à Presidência da República melhor colocados no Índice CNN: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan SantosNa apresentação das propostas para o próximo mandato, os candidatos destacaram a relevância do setor para a soberania nacional, a segurança alimentar e a imagem do Brasil no exterior, além da importância econômica do campo para o PIB (Produto Interno Bruto).Entre os principais temas, os presidenciáveis convergem quanto à necessidade de investimentos em:Produção nacional de fertilizantes para reduzir a dependência externa de insumos;Expansão da infraestrutura em irrigação, armazenagem e rotas de escoamento para a safra;Protagonismo no mercado de biocombustíveis e transição energética;Modernização, conectividade e inovação tecnológica no ambiente rural.Além disso, os planos de governo detalham a necessidade de redesenhar o investimento público no setor via Plano Safra. Leia Mais Embrapa pede a presidenciáveis mais recursos e estabilidade para ciência Abag entrega aos presidenciáveis agenda estratégica para o agro Com alimentos, Brasil quer driblar conflitos globais e ampliar exportações Veja as principais propostas de cada candidato:Lula (PT)Ao visar o quarto mandato, as principais propostas do atual presidente para o setor são voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, um dos motes históricos da campanha do petista. Nessa frente, Lula defende a ampliação da reforma agrária alinhada à regularização fundiária, além de melhorias na infraestrutura do campo.No plano de campanha, o petista defende a reformulação do Plano Safra para um modelo plurianual com foco em tecnologias que aumentem a produtividade, como maquinário e irrigação. Com mais de 650 mercados abertos durante o terceiro mandato, o atual presidente aposta na boa imagem do agro internacionalmente para agregar novos parceiros comerciais.Em meio a instabilidades climáticas, a proposta de governo de Lula defende a modernização do seguro rural alinhada à sustentabilidade no setor como forma de mitigar impactos. O petista aposta também em mais investimentos em biocombustíveis, tecnologia, conectividade e produção nacional de fertilizantes como estratégias para fortalecer o setor.Flávio Bolsonaro (PL)O candidato aposta em garantir previsibilidade para o produtor. Com o lema “safra protegida é oferta garantida, e oferta garantida é preço estável”, ele elenca como prioridades do mandato a redução do custo de transporte, a ampliação do seguro rural, além de investimentos em irrigação e armazenagem. Para modernizar o campo, o candidato defende a ampliação dos aportes na Embrapa e na conectividade rural.Na frente de soberania nacional, Flávio defende o fortalecimento da produção nacional de fertilizantes a fim de reduzir a necessidade de importação. O candidato também é a favor do aumento de investimentos na produção de biocombustíveis para posicionar o Brasil como protagonista global nesse mercado.No âmbito jurídico, Flávio aposta na regularização e titulação do pequeno produtor, além de consolidar o CAR (Cadastro Ambiental Rural) como ferramenta de conservação e restauração ambiental.Ronaldo Caiado (PSD)Com fortes ligações com o setor, o candidato do PSD reservou um capítulo específico para o agro em seu plano de governo. Caiado aposta na consolidação do setor no mercado de capitais, com mais espaço para CRA, Fiagro e debêntures como fontes de financiamento. Além disso, defende a reformulação do Plano Safra em um projeto plurianual com linhas focadas em aportes na infraestrutura (especialmente irrigação e armazenagem) e no seguro rural.O ex-governador de Goiás defende o aumento da conectividade no campo, investimentos em tecnologia e inovação e o reforço da produtividade nas áreas já consolidadas para a produção rural.No cenário internacional, Caiado aposta no protagonismo brasileiro no mercado bioenergético, na redução da dependência externa de fertilizantes e na abertura de mercados para diversificar parceiros comerciais, utilizando a sustentabilidade do agro brasileiro como bandeira internacional.Romeu Zema (Novo)O ex-governador de Minas Gerais também dedica um capítulo exclusivo às propostas para o setor. O mote do candidato é eliminar barreiras impostas pelo Estado que freiam a expansão do agro, como entraves burocráticos, gargalos de infraestrutura e insegurança jurídica.Nessa frente, Zema defende a ampliação do seguro rural, a melhoria na logística de escoamento das safras e a redução de entraves ligados ao licenciamento ambiental. O candidato do partido Novo aposta também em investimentos em tecnologia e assistência técnica.No âmbito internacional, o plano de governo defende a abertura de novos mercados e a diversificação das importações de fertilizantes, acompanhada pelo aumento de investimentos na produção nacional. Zema destaca ainda a necessidade de regularização de títulos rurais e o combate à grilagem e ao crime organizado como formas de proteger a propriedade rural.Renan Santos (Missão)Com um capítulo dedicado ao agro, o candidato do partido Missão tem como mote a importância de agregar valor às cadeias produtivas, seguindo o exemplo do setor de suco de laranja. Para isso, defende a criação de Zonas Econômicas Especiais e linhas de crédito condicionadas a metas produtivas e de exportação. O candidato destacou que, em um eventual mandato, a produção agropecuária será alinhada à inteligência artificial e a tecnologias de ponta.Renan Santos aposta também na soberania nacional em fertilizantes por meio da execução e ampliação do Plano Nacional de Fertilizantes, além do aumento da exploração de minerais estratégicos para a produção dos insumos dentro do Brasil, incluindo mudanças na legislação para operações em terras indígenas.O candidato também destacou a proposta de combater invasões de propriedades rurais para restaurar a segurança jurídica no campo, além de auditar a produtividade dos hectares destinados à reforma agrária. No âmbito educacional, Renan Santos defende uma reformulação da narrativa cultural do setor para promover maior valorização do agro pelas novas gerações.