O Palmeiras se valeu da fragilidade técnica do Cerro Porteño, foi valente e buscou a classificação às quartas de final da Libertadores no Paraguai. Em Assunção, Gustavo Gómez garantiu o triunfo por 1 a 0 que colocou o time alviverde na próxima fase.A equipe treinada por Abel Ferreira começou mal, mas melhorou no fim da etapa inicial, encontrou seu gol com o capitão paraguaio e não encontrou problemas para segurar o resultado no segundo tempo. Teve de mostrar mais valentia, raça e força do que técnica para segurar a vitória magra em Assunção.O adversário nas quartas de final ainda não está definido. Será Mirassol ou LDU, que se enfrentam nesta quinta-feira (20), em Quito, no Equador.Ansioso e nervoso, o Palmeiras repetiu no primeiro tempo todos os erros dos últimos jogos. Deu espaço demais para o rival, deixou um buraco no meio de campo, no qual ninguém marcava nem criava, e foi pouco improdutivo durante ao menos 30 minutos. O time jogou meio que por intuição, nas coberturas e movimentações, sem saber exatamente o que fazer.O que se viu foi uma profusão de erros de passes, de lançamentos e de decisões individuais no ataque. Em má fase, Vitor Roque limitou-se a trombar com o zagueiro e por vezes tropeçou na bola Allan errou quase todos os dribles que tentou e Lucas Evangelista, escalado para substituir o suspenso Andreas Pereira, não entendeu sua função no meio de campo. Um dos três zagueiros, Murilo, passou subir desesperado ao ataque como um lateral direito.A sorte do Palmeiras, na etapa inicial, é que o Cerro Porteño esbarrou em suas visíveis limitações técnicas e não aproveitou o espaço que teve para jogar nem as oportunidades. Na melhor delas, Ramírez, livre na pequena área, mandou por cima do travessão.O Palmeiras se valeu do baixo nível técnico do rival paraguaio e passou a se encontrar depois dos 40 minutos, mesmo apresentando ainda um futebol ruim. Conseguiu encaixar passes curtos e triangular algumas poucas vezes. Na melhor jogada, Arias achou Evangelista na entrada da área. O volante acertou o gol, mas o zagueiro paraguaio evitou o gol.No escanteio seguinte, saiu o gol com Gustavo Gómez. capitão palmeirense fez de cabeça, aos 40, o gol que deixou o time mais tranquilo e que o transformou no primeiro jogador da história da Libertadores a marcar em nove edições consecutivas.A partida ficou à feição do Palmeiras. Havia muito espaço para jogar e buscar os contra-ataques. E eles aumentaram à medida que o técnico Ariel Holan abriu o time paraguaio.O problema é que a equipe alviverde até encaixou bons contragolpes, mas concluiu mal todos eles. Substituto de Vitor Roque, Maurício teve a chance de ampliar e definir a vitória aos 32 minutos. Ele pôs força, mas não direção no chute de canhota.Caiu nos pés de Marlon Freitas outra chance de sacramentar o triunfo. O volante teve seu chute bloqueado pelo braço de Velázquez na área. O árbitro argentino Facundo Tello não considerou pênalti, nem foi chamado pelo VAR.Depois dos 30, o Palmeiras se retraiu e passou a ser mais atacado. Mas pouco sofreu, mérito de seu sistema defensivo, que funcionou em Assunção, e também fruto da falta de qualidade dos paraguaios, que só fizeram Carlos Miguel trabalhar aos 47 do segundo tempo.O goleiro, criticado por falhas recentes, fez jogo seguro, espalmou chute violento de Vegetti e foi importante para segurar o resultado.