Vai trabalhar nas férias? O wi-fi do bar da praia pode ser mais perigoso do que imagina

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Trabalhar a partir de um destino de férias pode parecer uma solução prática para conciliar o descanso com as responsabilidades profissionais. No entanto, a utilização de equipamentos de trabalho fora de ambientes controlados pode aumentar significativamente a exposição das empresas a riscos digitais.Com a consolidação do trabalho híbrido e do fenómeno das workations, a Hiscox alerta empresários e colaboradores para os perigos associados às redes wi-fi públicas e não protegidas, sobretudo em hotéis, cafés, aeroportos e esplanadas de praia. Wi-fi público pode expor dados confidenciaisAs redes abertas raramente dispõem de encriptação adequada. Quando um profissional navega nestas ligações sem as precauções necessárias, o tráfego de dados pode ser intercetado por terceiros, deixando expostas credenciais de acesso, mensagens de correio eletrónico e informações sensíveis da empresa.Entre as ameaças identificadas pela seguradora encontram-se os ataques Man-in-the-Middle, nos quais o cibercriminoso interceta a comunicação entre o utilizador e a rede, e as redes wi-fi ‘gémeas’: falsos hotspots criados para captar informação.«O verão traz uma falsa sensação de relaxamento que se estende, muitas vezes, ao comportamento digital», alerta Ana Silva, Cyber Lead da Hiscox Ibéria. A responsável chama a atenção para comportamentos como aceder a ficheiros críticos através do Wi-Fi de um bar de praia ou partilhar equipamentos profissionais com familiares durante as férias.A redução das equipas de tecnologias de informação e de resposta a incidentes durante o período estival também pode agravar o problema. Segundo Ana Silva, a combinação entre menor vigilância humana e uma resposta técnica mais lenta cria um cenário favorável à atuação dos cibercriminosos. Os três maiores riscos do trabalho híbrido nas fériasA Hiscox identifica três ameaças particularmente relevantes para quem trabalha fora do escritório durante o verão:Interceção de dados em redes abertas: sem uma ligação privada virtual — ou VPN — ativa, os dados transmitidos através de redes wi-fi públicas podem ficar vulneráveis a escuta e roubo de informação;Engenharia social e phishing temático: os profissionais podem receber mensagens fraudulentas relacionadas com reservas, viagens ou falsos alertas de companhias aéreas, criadas para obter credenciais corporativas;Perda ou roubo de equipamentos: a maior mobilidade aumenta a probabilidade de portáteis, telemóveis ou tablets profissionais serem esquecidos ou furtados em espaços públicos.Quatro cuidados para trabalhar fora do escritório em segurançaPara reduzir a exposição aos riscos digitais durante as férias, recomendam-se quatro medidas:Evitar redes Wi-Fi públicas desprotegidas, privilegiando os dados móveis do próprio dispositivo sempre que possível;Utilizar uma VPN corporativa ou outra ligação segura disponibilizada pela empresa quando for necessário recorrer a uma rede externa;Ativar a autenticação multifator nos serviços profissionais, acrescentando uma camada de proteção às credenciais;Manter os equipamentos sob vigilância, evitando deixar computadores e telemóveis desatendidos e bloqueando sempre o dispositivo antes de se afastar.«Trabalhar a partir de um destino de férias não tem de significar trabalhar com menos segurança», conclui Ana Silva. Pequenas precauções na escolha da rede, na proteção dos acessos e na utilização dos equipamentos podem ajudar a diminuir a exposição das organizações a ameaças digitais.O conteúdo Vai trabalhar nas férias? O wi-fi do bar da praia pode ser mais perigoso do que imagina aparece primeiro em Revista Líder.