Milei culpa legalização do aborto por baixa natalidade na Argentina

Wait 5 sec.

O presidente da Argentina, Javier Milei, culpou nesta quinta-feira (20/8) a legalização do aborto no país pela queda da natalidade. “Estamos pagando um preço muito alto”, declarou durante discurso no Conselho das Américas.Segundo ele, a Argentina não está atingindo um crescimento populacional e uma taxa de natalidade que permitam a reposição da população. “Portanto, essa paixão por matar crianças no útero também está nos custando caro em termos de crescimento, e nem vou mencionar o impacto no sistema previdenciário”, afirmou. Leia também EsportesAcidente de carro mata árbitro de futebol e duas irmãs na Argentina EsportesVice-campeão do mundo com a Argentina, Romero se despede do Tottenham São PauloEmpresário de SP morre após acidente em pista de esqui na Argentina Mirelle PinheiroForagido por assassinar policial é preso pela PF na Argentina A lei que permite a interrupção da gravidez na Argentina está em vigor desde janeiro de 2021. A legislação permite o aborto até 14 semanas de gestação a qualquer mulher ou pessoa gestante de forma voluntária e gratuita no sistema público de saúde. Após as 14 semanas, o procedimento só é permitido em casos de estupro ou quando há risco à vida ou à saúde da gestante.A queda da natalidade, contudo, já vem ocorrendo bem antes da atualização da lei. Desde 2014, a taxa vem caindo, segundo dados do Ministério da Saúde. A queda também acompanha uma tendência mundial. Hoje, as argentinas têm a média de 1,4 filho.A taxa média de fecundidade global está em 2,2 filhos por mulher. Na década de 1960, o número era de 5,3 filhos. No ano passado, o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) alertou para uma crise global de fertilidade causada por pressões socioeconômicas, a persistente desigualdade de gênero e a crescente incerteza quanto ao futuro.