Gêmeas siamesas unidas pela cabeça morrem em cirurgia de separação

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As gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de 2 anos, que nasceram unidas pela cabeça, morreram na noite do último sábado (15/8) após passarem pela cirurgia final de separação no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP USP), no interior paulista.De acordo com o hospital, as duas crianças morreram após cerca de 15 horas de cirurgia. O procedimento envolveu mais de 50 profissionais da equipe médica e era considerado a etapa final de separação, após as gêmeas passarem por outros quatro procedimentos cirúrgicos.8 imagensFechar modal.1 de 8Em azul, as duas bolsas expansoras de pele que foram instaladas neste sábado nas gêmeas siamesas Heloísa e HelenaMaterial cedido ao Metrópoles2 de 8A cirurgia deste sábado é a quarta pela qual as irmãs passaramMaterial cedido ao Metrópoles3 de 8Gêmeas siamesas passam por 4ª cirurgia antes de separação definitivaMaterial cedido ao Metrópoles4 de 8Cirurgia realizada neste sábado nas gêmeas Heloísa e HelenaMaterial cedido ao Metrópoles5 de 8Cirurgia realizada neste sábado nas gêmeas Heloísa e HelenaMaterial cedido ao Metrópoles6 de 8Neste sábado (21/3), as gêmeas siamesas Heloísa e Helena, acompanhadas pelo HCFMRPUSP desde o nascimento, vão passar pela última cirurgia antes da separação efetiva dos corposMaterial cedido ao Metrópoles7 de 8A incidência dos gêmeos siameses craniópagos é de 1 caso para cada 2,5 milhões de nascimentosMaterial cedido ao Metrópoles8 de 8As meninas, com 2 anos, são unidas pela cabeçaMaterial cedido ao MetrópolesAinda segundo o HC Ribeirão, os corpos de Heloísa e Helena seguiram para a cidade natal da família, em São José dos Campos, onde também ocorreu o sepultamento nesse domingo (16/8). A Prefeitura de São José arcou com os custos do funeral. Leia também MundoPolícia prende pais de gêmeas que morreram em onda de calor na França Vida & EstiloGêmeos idênticos se casam com gêmeas em cerimônia única na Nigéria SaúdeGêmeas siamesas são separadas por cirurgia inovadora de 40 horas Vida & EstiloCaso raro: gêmeas descobrem terem pais diferentes e intrigam a web A última cirurgia das crianças ocorreu em março deste ano, para instalação de bolsas expansoras de pele pela equipe de cirurgia plástica, e durou cerca de 6 horas. O caso era conduzido pelas equipes de Neurocirurgia Pediátrica e Cirurgia Plástica do HC.A história das gêmeas siamesasAs gêmeas Heloísa e Helena nasceram em 2024 unidas pela cabeça. O caso é considerado raro, de 1 para cada 2,5 milhões de nascimentosPara a separação completa, a equipe do HC previu a necessidade de cinco cirurgias espaçadas de 2 a 3 meses. Em cada etapa, uma janela óssea de ¼ do crânio era aberta para acesso e separação dos vasos encontrados. Em seguida, a janela é fechada novamente e são aguardados 2 a 3 meses para os cérebros se recuperarem.O processo se repete até dar a volta completa no crânio, quando todos os vasos estarão finalmente separados e os cérebros independentes anatomicamente.O tratamento é considerado de alto custo, mas era bancado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem nenhum custo à família.O HC de Ribeirão é referência no tratamento de craniópagos, já tendo separado dois casos anteriores.