Weverton nega interferência em investigação e fala em “forçação de barra”

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O senador Weverton Rocha (PDT-MA) negou nesta sexta-feira (14) que estaria atuando junto ao ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Humberto Martins para atrapalhar as investigações sobre uma organização criminosa que atua no Maranhão.“Eu repreendo qualquer tipo de possibilidade que se tente fazer de envolvimento do meu nome na relação com esse caso”, disse.O inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) apura se o senador teria mantido contatos com o ministro Humberto Martins durante andamento do processo que envolvia assassinato do empresário João Bosco Pereira em São Luis em 2022. Mendonça reafirma apoio a código de ética no STF Eleições 2026: Nikolas Ferreira entra na campanha de Flávio Bolsonaro Cláudio Castro volta a ser alvo de busca e apreensão em operação da PF A investigação aponta que o senador teria usado sua influência para retardar a investigação no STJ que atingia a família Brandão, que é atualmente o eixo de poder no governo do Maranhão, liderado pelo governador Carlos Brandão (MDB).O parlamentar afirmou que não tinha relação com o grupo político de Brandão à época do crime e classificou como uma “forçação de barra” a associação de seu nome ao caso. Sobre sua relação com Humberto Martins, do STJ, Weverton disse ser “institucional”.“Você sempre tem diálogo institucional dentro de gabinete. Não é fora da instituição, não é fora de agenda. Então eu tenho vários diálogo com ele [Humberto Martins]. Eu acho que é forçação de barra. Eu repudio total e vou ficar com foco na minha campanha’, afirmou.Segundo a investigação, dados extraídos do celular de Weverton apontaram contatos frequentes entre o senador e Humberto Martins, inclusive sobre processos específicos.Um dos episódios citados pela PF é uma ligação de cerca de cinco minutos entre os dois em 2 de junho de 2025. Na mesma data, houve uma decisão envolvendo a transferência de Gilbson Júnior para Brasília, e a investigação aponta que o processo posteriormente ficou sem novas movimentações relevantes.A PF descreve ainda um esforço coordenado para que Gilbson Júnior e sua família não contassem o que sabiam sobre a família Brandão ou fechassem acordo de delação premiada. Há registros ainda de que Gilbson e sua família foram orientados a mentir em depoimentos.A suspeita é de que o senador foi pago pela Família Brandão para tentar interferir no caso investigado no STJ.Parentes de senador Weverton Rocha e advogado são alvos de operação da PF | CNN NOVO DIA