Vibra (VBBR3): lucro dispara 8 vezes e vai a R$ 2,35 bilhões no 2º trimestre

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A Vibra (VBBR3) reportou um segundo trimestre de 2026 acima das expectativas do mercado, impulsionada pela expansão das margens nos negócios de distribuição de combustíveis e pela forte geração de caixa. O lucro líquido foi de R$ 2,35 bilhões, avanço anual de 705% (ou cerca de 8 vezes); já em termos ajustados, o lucro somou R$ 2,29 bilhões entre abril e junho, salto de 365% em relação aos R$ 493 milhões registrados no mesmo período de 2025. O resultado também superou a estimativa média de analistas compilada pela LSEG/IBES, de R$ 2,1 bilhões.A companhia registrou receita líquida ajustada de R$ 57,43 bilhões, crescimento de 26% na comparação anual e acima da projeção de R$ 55,4 bilhões. Já o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado alcançou R$ 4,50 bilhões, alta de 206% sobre o segundo trimestre do ano passado e significativamente superior à expectativa de R$ 3,4 bilhões.A margem EBITDA ajustada atingiu R$ 476 por metro cúbico vendido, mais de três vezes o nível observado um ano antes, quando estava em R$ 143 por metro cúbico. Já a margem EBITDA ajustada recorrente avançou para R$ 456 por metro cúbico, ante R$ 113 por metro cúbico no segundo trimestre de 2025.Leia tambémCosan (CSAN3) tem prejuízo 66% menor no 2T, a R$ 320 mi; dívida líquida cai 47%A dívida líquida expandida encerrou junho em R$ 9,2 bilhões, queda de 47% na comparação anual e de 20% em relação ao primeiro trimestreEntre os principais fatores para o resultado, a empresa destacou a expansão das margens em Rede de Postos e B2B, a captura de ganhos comerciais em um ambiente mais racional de mercado, a ampliação do número de postos bandeirados e a maior eficiência na gestão do capital de giro.Rede de postos e B2B impulsionam resultadoO volume total comercializado cresceu 4%, para 9,05 milhões de metros cúbicos. O segmento de Rede de Postos foi o principal destaque operacional, com crescimento de 6% no volume vendido, alcançando 5,8 milhões de metros cúbicos. A receita líquida ajustada da divisão avançou 16%, para R$ 32 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado disparou 308%, para R$ 2,66 bilhões.A companhia atribuiu o desempenho ao aumento das vendas de gasolina, etanol e diesel, além do fortalecimento da rede embandeirada. No trimestre, a Vibra adicionou 230 novos postos, o maior número dos últimos trimestres, encerrando junho com 7.556 unidades bandeiradas.No segmento B2B, a receita líquida ajustada avançou 41%, para R$ 23,8 bilhões. O EBITDA ajustado somou R$ 1,73 bilhão, crescimento de 142% em relação ao segundo trimestre de 2025, com margem EBITDA de R$ 531 por metro cúbico.Segundo a empresa, a evolução foi sustentada por uma estratégia focada em produtos de maior valor agregado, aumento da participação de combustíveis aditivados e expansão da base de clientes, com mais de 100 novos contratos assinados durante o trimestre.A divisão de renováveis, por meio da Comerc, continuou sendo o principal ponto de atenção do balanço. Embora a receita líquida tenha aumentado 19%, para R$ 1,61 bilhão, o EBITDA ajustado caiu 16%, para R$ 188 milhões.Leia tambémIbovespa hoje fecha em queda pela 9ª sessão; dólar sobe e fica em R$ 5,22Bolsas dos EUA recuam, em semana com recordesA companhia destacou que a operação foi prejudicada pelos elevados níveis de curtailment, que atingiram 27,9% no trimestre, além de condições menos favoráveis para geração e comercialização de energia. O lucro líquido ajustado da operação renovável permaneceu negativo em R$ 109 milhões.Geração de caixa e desalavancagemUm dos principais destaques do trimestre foi a forte geração de caixa. O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 3,77 bilhões, alta de 367% na comparação anual. O fluxo de caixa livre alcançou R$ 3,65 bilhões, crescimento de 565%.Com os recursos gerados, a Vibra acelerou a redução do endividamento. A dívida líquida encerrou junho em R$ 16,1 bilhões, queda de 24% em relação ao segundo trimestre de 2025 e de 14% frente ao trimestre imediatamente anterior.A alavancagem medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses caiu para 1,3 vez, ante 2,0 vezes no primeiro trimestre e 1,8 vez um ano antes. A companhia destacou que a trajetória de desalavancagem vem sendo sustentada tanto pela redução da dívida quanto pelo crescimento da geração operacional.Durante o trimestre, a Vibra executou mais de dez operações de liability management para reduzir o custo financeiro e alongar o perfil do endividamento. Como resultado, o custo médio da dívida caiu de CDI + 0,66% ao ano para CDI + 0,22% ao ano, enquanto o prazo médio aumentou de 4,3 para 5,1 anos.A companhia informou ainda ter emitido a dívida mais longa de sua história, com prazo de dez anos, além de realizar pré-pagamentos e trocas de passivos que reduziram substancialmente os vencimentos concentrados nos próximos anos.No 2T26, foi realizado o anuncio de R$ 558,2 milhões na forma de Juros sobre Capital Próprio, referentes ao exercício social de 2026, com pagamento previsto para outubro de 2027. No acumulado do semestre, o anúncio de proventos totalizou aproximadamente R$ 952 milhões.The post Vibra (VBBR3): lucro dispara 8 vezes e vai a R$ 2,35 bilhões no 2º trimestre appeared first on InfoMoney.