A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCRJ) encerrou, nesta segunda-feira (17), uma investigação que durou cerca de cinco meses sobre um grupo criminoso especializado na compra, montagem e comercialização ilegal de armas de fogo, munições e acessórios para organizações criminosas que atuam no estado. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com o apoio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Em junho, uma operação da Desarme prendeu cinco criminosos e apreendeu um adolescente. Entre os presos estavam os dois principais investigados pelo tráfico de armas, entre eles um traficante internacional de armas de fogo e munições. Inicialmente, os dois foram presos temporariamente. Leia Mais PM desarticula fábrica clandestina de munições no RJ Fornecedor de armas para milícia do RJ é preso em casa de luxo em Cabo Frio Carro roubado com placas de viatura oficial é apreendido no Rio de Janeiro Durante as investigações, os policiais identificaram a compra clandestina de mais de 10 mil munições para fuzis e pistolas, além de carregadores, fuzis e pistolas. As aquisições chegaram a movimentar cerca de R$ 150 mil. Foram apreendidos dois fuzis calibre 5,56, quatro pistolas, mais de 200 munições, peças suficientes para a montagem de mais de 10 fuzis e cinco pistolas, além de carregadores e outros acessórios. Uma impressora 3D utilizada na fabricação de componentes de armas de fogo também foi levada pelos agentes, além de duas granadas, quatro veículos roubados e clonados e aproximadamente R$ 20 mil em espécie. A análise da operação aponta que a atuação do grupo envolvia diferentes etapas da cadeia ilegal de fornecimento de armamentos, desde a aquisição clandestina de armas, munições e componentes até a montagem e posterior comercialização para organizações criminosas. PCC supera cartéis e lidera ranking de facções nas Américas, diz estudo | CNN NOVO DIACom a conclusão do inquérito, a Polícia Civil representou pela conversão das prisões em preventivas, diante dos elementos reunidos durante a investigação.