Tarcísio repudia hostilidade a Marina em ato: "Não podemos admitir"

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), usou suas redes sociais na noite desta segunda-feira (17/8) para prestar solidariedade à candidata ao Senado Marina Silva (Rede-SP), após a ex-ministra ser alvo de hostilidades durante um ato de campanha ao lado do candidato ao governo Fernando Haddad (PT), de quem é aliada, ainda na tarde desta segunda.Na nota publicada, Tarcísio ofereceu “total solidariedade” a Marina, e afirmou que “nas ruas, é fundamental respeitar a liberdade de manifestação de cada cidadão”, mas que “não podemos admitir que a divergência se transforme em violência, agressão ou intimidação”.O governador também destacou a necessidade de união para enfrentar a violência contra a mulher, que categorizou como “chaga”.Minha total solidariedade à candidata @MarinaSilva, vítima de uma tentativa de agressão enquanto cumpria agenda como candidata nesta segunda.Nas ruas, é fundamental respeitar a liberdade de manifestação de cada cidadão. Divergências, críticas e protestos fazem parte da…— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) August 18, 2026 Leia também São PauloTarcísio: “Ou o Brasil acaba com a bet ou a bet acaba com o Brasil” BrasilCury diz que Brasil já é parlamentarista e cita Tarcísio como premier Vinicius PassarelliCampanha de Tarcísio avalia abandonar jingle de Latino após acusação São PauloFavorito, Tarcísio inicia campanha em busca de votos da Grande SP O episódio a que Tarcísio se refere ocorreu no primeiro ato oficial de Haddad em sua campanha ao governo de São Paulo, durante uma caminhada com mulheres no centro da capital paulista. Além de Marina, estava presente a também candidata ao Senado Simone Tebet (PSB-SP).Durante a caminhada, a ex-ministra do Meio Ambiente foi hostilizada por um homem ainda não identificado, que afirmou, aos gritos, que Marina “voltou para o lugar do crime”.Veja: Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Metrópoles (@metropoles)A jornalistas, Marina explicou que havia se afastado do grupo por estar com a coluna machucada e evitar o empurra-empurra. Quando estava andando, foi abordada por uma pessoa.“Uma pessoa que eu não sei quem é, e não quis se identificar, atirou-se na minha frente com agressividade. Era um homem com gestual muito agressivo, eles estão fazendo isso o tempo todo com o Haddad e agora fizeram comigo. Eu espero e trabalharei muito pra que sejam casos isolados” disse a candidata.O coordenador-geral de campanha de Fernando Haddad, o deputado federal Kiko Celeguim (PT), afirmou, por meio de nota, que o ataque sofrido reflete “o aumento galopante da violência contra as mulheres no estado de São Paulo — em um estado e em uma cidade lideradas por forças de extrema-direita que reverberam e inspiram essa violência em seus eleitores”. O coordenador destacou ainda que a ação da qual ela foi vítima mostra a urgência em mudar o cenário no estado paulista.