É precisamente esse o ponto de partida de uma seleção da DiscoverCars.com, que reuniu algumas das praias menos conhecidas — mas nem por isso menos bonitas — da Europa. A lista percorre vários destinos mediterrânicos e inclui duas praias portuguesas: a Praia da Mata, na Costa de Caparica, e a Praia do Garajau, na Madeira.Praia da Mata: uma fuga a meia hora de LisboaNa Costa de Caparica, a Praia da Mata surge como uma das opções para quem quer trocar a proximidade da cidade por um cenário mais natural.Rodeada por dunas e com um extenso areal, a praia pode ser alcançada através de uma estrada de terra batida. Nas proximidades existem cafés e restaurantes, mas a dimensão da praia permite encontrar zonas mais tranquilas, sobretudo para quem se afasta das áreas mais próximas da cidade.A proximidade de Lisboa é uma das suas principais vantagens. Segundo a DiscoverCars.com, são cerca de 30 minutos de carro desde a capital. Para quem precise de alugar viatura, o custo indicado pela plataforma para uma semana em agosto é de 129 euros.Garajau: mar transparente à sombra do Cristo ReiNa Madeira, a Praia do Garajau oferece uma experiência bastante diferente. Em vez de areia, o visitante encontra uma praia de seixos, águas cristalinas e uma paisagem marcada pelas encostas da ilha.A praia fica junto ao Miradouro do Cristo Rei e pode ser alcançada de teleférico ou através de um percurso pedonal íngreme. A própria descida faz parte da experiência: antes de chegar ao mar, há uma vista sobre a costa madeirense que funciona quase como uma antecipação da praia.O local é também procurado por mergulhadores. Para uma semana de aluguer de automóvel em agosto, a estimativa apresentada pela DiscoverCars.com é de 136 euros.De Maiorca a FuerteventuraA lista estende-se depois por Espanha. Em Maiorca, a Cala Banyalbufar combina seixos, falésias e montanhas. A praia fica a cerca de 15 minutos a pé do centro de Banyalbufar e o acesso faz-se através de uma escadaria junto à falésia.Em Fuerteventura, a Playa de la Solapa apresenta um cenário mais selvagem, marcado por formações rochosas vulcânicas e uma mistura de areia dourada e negra. Aqui, a ausência de serviços obriga a uma preparação maior: é necessário levar água e tudo o que possa ser necessário durante a permanência na praia.Há ainda um aviso importante. As correntes e a ondulação podem ser fortes, pelo que o local não é recomendado para nadar.O aluguer de um automóvel por uma semana em agosto é estimado em 150 euros em Banyalbufar e 79 euros em Fuerteventura.Paisagens quase lunares na CroáciaNa ilha de Pag, na Croácia, a Praia de Beritnica parece pertencer a outro lugar. O cenário é dominado por seixos, águas azuis e formações rochosas que dão à paisagem um aspeto quase lunar.Também aqui chegar à praia exige algum esforço. O estacionamento mais próximo fica a uma caminhada de 20 a 30 minutos e não existem comodidades junto ao areal.Para quem optar por alugar carro durante uma semana em agosto, o valor indicado é de 174 euros.Um desfiladeiro até ao mar na AlbâniaNa Riviera albanesa, entre Himare e Dhermi, a Praia de Gjipe encontra-se escondida entre as falésias do desfiladeiro com o mesmo nome.O acesso é parte essencial da viagem. A partir do estacionamento, são cerca de 2,5 quilómetros até à praia, através de um percurso rochoso que pode demorar aproximadamente 30 minutos a percorrer a pé.Em contrapartida, surge uma praia de seixos banhada por águas azul-turquesa. Durante o verão, alguns quiosques funcionam na zona, mas as infraestruturas continuam limitadas.O aluguer de um automóvel por uma semana em agosto chega aos 232 euros, segundo os valores apresentados pela plataforma.Dez praias para guardar no mapaAlém das praias portuguesas e das restantes destacadas, a seleção inclui ainda quatro destinos europeus: Cabo Possidi, na Grécia; Monti Russu, na Sardenha, Itália; a Baía de Ramla, em Malta; e a Praia Dourada, na Península de Karpaz, no Chipre.A ideia comum é simples: procurar o que ainda não aparece necessariamente nos primeiros lugares dos roteiros turísticos. Mas há um preço para fugir às multidões. Em vários destes destinos, chegar à água implica caminhar, enfrentar estradas de terra ou abdicar de serviços e infraestruturas.Para Aleksandrs Buraks, Head of Growth da DiscoverCars.com, esse esforço pode compensar precisamente porque permite encontrar paisagens menos transformadas pelo turismo.A recomendação, contudo, vem acompanhada de outra: deixar a praia tal como foi encontrada. Recolher o lixo, respeitar o espaço natural e evitar transformar os últimos refúgios costeiros em novos destinos massificados é parte da responsabilidade de quem os visita. No fundo, talvez seja essa a verdadeira condição para que estas praias continuem a ser escondidas.O conteúdo As praias escondidas da Europa onde ainda é possível fugir às multidões aparece primeiro em Revista Líder.