Pesquisadores de segurança da empresa Jamf Threat Labs identificaram um novo programa malicioso voltado para o sistema operacional macOS. Batizado de AmnesiaStealer, o vírus tem como objetivo roubar senhas, informações confidenciais de navegadores, arquivos pessoais e sessões ativas de contas na internet.A infecção ocorre por meio de uma técnica de engenharia social conhecida como ClickFix, que ganhou força em 2026. Em vez de explorar uma falha automática do sistema, os criminosos atraem a vítima para uma página falsa que imita a interface do GitHub. No site, é exibida uma falsa instrução de instalação que orienta o usuário a copiar um código e colá-lo diretamente no Terminal do Mac. Ao executar o comando por conta própria, o usuário contorna as proteções de segurança e inicia a instalação do invasor.Após a execução, o programa inicia uma série de ações silenciosas. Para não levantar suspeitas, a primeira atitude do vírus é silenciar o áudio do computador, já que a duplicação de determinados arquivos no sistema gera alertas sonoros. Em seguida, uma janela com visual oficial solicita a senha de administrador do computador, que é armazenada e utilizada para desbloquear bancos de dados protegidos.Print de tela de um Mac (Reprodução/Jamf)O vírus também coleta informações salvas no aplicativo Notas da Apple, conversas do aplicativo Telegram e documentos guardados em pastas do sistema.Controle invisível de contas e navegadoresUm dos pontos mais críticos do AmnesiaStealer é a capacidade de assumir o controle remoto de navegadores baseados na tecnologia Chromium – como Google Chrome, Microsoft Edge, Brave, Opera e Arc. O programa cria uma cópia oculta do perfil de navegação da vítima e executa essa cópia em segundo plano. Assim, o invasor consegue navegar nas páginas exatamente como se fosse o usuário, acessar contas com login ativo e capturar dados sem que nenhuma janela suspeita apareça na tela.Print de tela de um Mac (Reprodução/Jamf)Em relatório assinado pelo pesquisador Thijs Xhaflaire, a equipe da Jamf Threat Labs destacou a combinação de recursos da ameaça: “Um coletor funcional combinado a um estágio de sequestro de navegador, mesmo cercado por métodos de invasão já ultrapassados, torna essa ameaça relevante para monitoramento”, pontuou o especialista.Embora parte dos recursos tente utilizar brechas antigas que a Apple já corrigiu em versões recentes do sistema operacional, a capacidade de iludir o usuário e controlar navegadores mantém o vírus funcional e perigoso. Para mitigar os riscos, a Jamf recomenda a ativação de proteções integradas de navegação e controles avançados contra ameaças digitais no macOS.Por falar em vulnerabilidades no universo digital, Trump autoriza empresas privadas a atuar em operações ofensivas contra cibercriminosos. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.