Mounjaro pode fazer farmácias brasileiras viverem novo momento?

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A venda de medicamentos sintéticos patenteados, incluindo principalmente o Mounjaro, bateu um novo recorde em julho. Ao final do mês, as vendas chegaram a R$ 943 milhões, acima do recorde de junho, de R$ 939 milhões.Durante o mesmo período, os volumes aumentaram 5,9% de um mês para o outro, chegando a 727 mil caixas – também um patamar recorde. Para o Morgan Stanley, esse movimento indica uma retomada do ritmo do Mounjaro no Brasil.Leia tambémGoverno quer que Brasil produza 70% dos medicamentos usados pelo SUS, diz AlckminMeta para 2033 busca reduzir dependência de importações no setorConsultores de investimentos crescem mais de 20% ao ano e mercado muda de perfilConsultoria de investimentos cresce acima de 20% ao ano desde 2023 e ganha espaço no Brasil. Maior transparência e avanço do modelo fee-based ajudam a explicar o movimento.De acordo com o banco, ainda que os investidores tenham se preocupado com a possibilidade de descontos promocionais introduzidos em junho pressionarem as vendas do medicamento em termos de reais, os dados de Sintéticos Patenteados (categoria que o Mounjaro integra) da Sindusfarma/IQVIA indicam que as vendas permaneceram sólidas.De acordo com os analistas, esse movimento sugere que a força do mercado não ficou limitada aos medicamentos GLP-1. Para a RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3), essa combinação sugere um cenário favorável para o crescimento de receita como um todo.Segundo os analistas, a alta das vendas acontece pela elasticidade do volume, que compensou o impacto dos preços realizados mais baixos. Conforme o Morgan, ainda que os dados por categoria não forneçam uma abertura precisa específica do Mounjaro, eles sugerem que o produto pode continuar contribuindo para o crescimento do mercado no curto prazo.Em sua tese de médio prazo, o banco acredita que a estratégia segue centrada nas cópias de semaglutida e no pipeline da Eli Lilly (conjunto de medicamentos em desenvolvimento da empresa).Varejo farmacêuticoConforme o Morgan, os dados de julho mostram que o mercado de varejo farmacêutico entrou no terceiro trimestre em uma posição saudável.O canal de varejo/farmácias cresceu 9,3% ao ano em julho, estável em relação aos 9,3% do mês de junho e acima dos 5,4% de maio. As vendas chegaram a R$ 14,1 bilhões, alta de 2,2% ao mês.Para o banco, esse crescimento reforça a visão de que o mercado subjacente continua sólido. O segmento não patenteado também melhorou, com alta de 5% no ano. Em junho, o crescimento havia sido de 4,6% e em maio, 2,4%.The post Mounjaro pode fazer farmácias brasileiras viverem novo momento? appeared first on InfoMoney.