Marcas próprias avançam 3,8x mais — e não só para quem economiza

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Marcas próprias crescem 3,8 vezes mais que o mercado brasileiro no acumulado até junho de 2026. Com adesão especialmente entre a população de maior renda, itens produzidos por terceiros e vendidos exclusivamente por uma rede varejista ou supermercado estão ganhando espaço no carrinho.Os dados do levantamento “PL Connection”, da NielsenIQ, apontam que 58% dos respondentes pretendem comprar mais produtos da categoria. Em 2025, as marcas próprias tiveram uma participação de 1,8% no mercado.O destaque, no entanto, é o ritmo com o qual esse tipo de produto cresce contra as demais marcas dentro da cesta de compras. Entre janeiro e junho deste ano, o volume de vendas de marcas próprias cresceu 10,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para se ter ideia, marcas tradicionais registraram um crescimento de 0,7%.Leia mais: Simple, da Hypera, acelera expansão com foco em farmácias e lojas própriasJá quando comparado o faturamento do segmento no acumulado, marcas próprias cresceram 11,9% no mesmo período de comparação, contra 5,7% das demais opções disponíveis nas varejistas.“Cada vez mais, esse tipo de produto tem brilhado aos olhos do consumidor, poroferecer certa exclusividade e alta qualidade, de forma a conferir a sensação de secomprar algo especializado e único. E isso vale para todos os tipos de produto”, conta o diretor de customer success do varejo na NielsenIQ, Jonathas Rosa. Quem consome?De acordo com Rosa, as marcas próprias se consolidaram para além de um nicho de mercado, sobretudo nas classes A e B. Hoje, elas são consumidas em 3 a cada 10 lares brasileiros, com 65% das vendas concentradas entre as 10 maiores empresas do setor no país.O ticket médio por ocasião subiu 9,8%, aponta a NielsenIQ. A frequência de compras para essa categoria aumentou 7,2% durante o período analisado, com predominância na região Sudeste. Segundo o estudo, 56% das famílias compram esses itens em Minas Gerais, Espírito Santo e no interior de São Paulo. Na Grande São Paulo, o número é de 30,5%.Onde são vendidos?Autosserviço e farmácias são os canais mais importantes para as marcas próprias. No primeiro caso, onde estão incluídos os supermercados de grandes redes e hipermercados, as marcas próprias representam 50,1% em valor, acima dos 40,5% da cesta geral. Já na categoria de farmácias, marcas próprias representaram 27,2% em valor de vendas, mais do que os 16,8% no cálculo total.Com exceção de commodities, marcas próprias cresceram em todas as categorias de produtos. O destaque são as bebidas, cujo crescimento foi de 41,2% em volume e 20,9% em valor no período analisado pela pesquisa, na comparação com o ano passado. O segundo maior destaque é Bazar, com alta de 17,7% em volume e 28,6% em valor. Consumidores parecem preferir marcas próprias não associadas ao próprio varejista que vende o produto. 18,5% daquelas que não estampam o nome da empresa anotam crescimento, enquanto as que têm o nome da varejista reduzem vendas em 4,9%.The post Marcas próprias avançam 3,8x mais — e não só para quem economiza appeared first on InfoMoney.