O senador Romário anunciou, neste sábado (15), a saída do PL (Partido Liberal) após cinco anos na sigla. O pedido de desfiliação, que ocorreu na última sexta-feira (14), acontece em razão do parlamentar ter decidido apoiar o candidado Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio de Janeiro.No Rio, o PL disputa o governo estadual com Douglas Ruas, atual presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Leia Mais Caiado declara R$ 52 milhões em bens ao TSE; Kassab informa R$ 20,9 milhões Prazo para registro de candidaturas nas eleições termina neste sábado (15) Quaest: Lula tem 43%, e Flávio, 40% no 2º turno Em nota, Romário afirmou que tomou a decisão ao longo dos últimos meses e ressaltou que deixa o partido presidido por Valdemar Costa Neto “sem rompimentos pessoais”.“Tenho respeito pelo PL e pelas pessoas com quem caminhei nos últimos anos. Foi uma decisão pensada, tomada com tranquilidade e sem qualquer questão pessoal. Entendi que este é o momento de encerrar esse ciclo e seguir um novo caminho político. Saio sem briga, sem ressentimento e com respeito por todos”, afirmou.O senador destacou ainda que escolheu apoiar Paes por avaliar que ele é o candidato que pode “melhorar a vida do povo do Rio de Janeiro”.“Tenho minhas posições, o Eduardo tem as dele e não precisamos concordar em tudo. O que pesa para mim é o Rio. Acredito que ele reúne hoje as melhores condições para governar o estado, construir soluções e enfrentar problemas que se arrastam há muitos anos e que até hoje nenhum governador conseguiu resolver. Minha escolha está feita e vou apoiá-lo publicamente”, explicou o parlamentar.O comunicado não diz, no entanto, qual partido Romário irá se filiar. Anteriormente, o ex-jogador já foi membro do PP, PSB e Podemos.Histórico de divergênciasA ruptura de Romário com o partido de Jair Bolsonaro (PL) ocorre após episódios ocorridos ao longo dos anos que indicavam afastamento entre ambos.A relação dele com Bolsonaro começou a se desgastar em 2022, durante a disputa por uma vaga no Senado. Romário buscava a reeleição pelo PL e contava inicialmente com o apoio do então presidente. A situação mudou ao longo da campanha, quando Bolsonaro passou a demonstrar apoio a Daniel Silveira, então candidato pelo PTB.As divergências voltaram a aparecer em 2024. Mesmo filiado ao PL, Romário declarou voto em Eduardo Paes (PSD) na eleição para a Prefeitura do Rio, contrariando a candidatura de Alexandre Ramagem (PL), apoiada por Bolsonaro. Naquele momento, o senador afirmou que não havia sido chamado para participar da campanha de Ramagem e confirmou seu apoio a Paes.Pautas governistas devem ficar para depois das eleições; entenda | CNN 360º