RIO DE JANEIRO, 17 Ago (Reuters) – A Vibra Energia (VBBR3) vê alternativas de crescimento de volume e margem com estratégias para crescimento da rede embandeirada, do segmento de negócios corporativos (B2B), além da captura de resultados com o combate a irregularidades no setor de combustíveis, disse o presidente Ernesto Pousada, nesta sexta-feira.Maior distribuidora de combustíveis do Brasil, a Vibra reportou na sexta-feira lucro líquido ajustado de R$2,3 bilhões no segundo trimestre, quatro vezes maior que o mesmo período do ano passado, com impulso adicional da volatilidade de preços gerada pela guerra no Irã, dentre outros fatores.A empresa registrou margem Ebitda recorrente de R$456 por metro cúbico (m³) no segundo trimestre, mais de quatro vezes o nível registrado um ano antes (R$ 113/m³) e acima dos R$258/m³ do primeiro trimestre.Em conferência com analistas de mercado, o CEO afirmou que desempenho refletiu a combinação de um ambiente de mercado mais favorável, marcado pela menor disponibilidade de combustíveis com ganhos considerados estruturais, como o recorde de embandeiramento de postos, a assinatura de mais de 100 novos contratos B2B, o fortalecimento da proposta de valor da rede e avanços no combate às irregularidades do setor.Questionado sobre qual seria um nível de margem estrutural após uma eventual normalização das condições de mercado e do conflito no Oriente Médio, Pousada afirmou que a empresa já operava com margens recorrentes acima de R$200 por m³ antes do início da crise geopolítica e que espera permanecer acima desse patamar.‘A gente já vinha operando, antes da guerra, com patamares de margem acima de R$200 por metro cúbico. E a gente tem bastante segurança que estaremos acima desse patamar, olhando para frente estruturalmente’, disse o executivo durante teleconferência com analistas.Segundo ele, a perspectiva é sustentada pelo crescimento da rede de postos bandeirados, pelo avanço dos contratos B2B e pela fidelização de clientes conquistados durante o período de maior volatilidade do mercado.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa oscila com IBC-Br, Focus, eleições e guerra no radarBolsas dos EUA começam semana sem direção com peso de tensões no Irã e otimismo sobre IA ‘O próprio movimento da guerra, do encerrar da guerra, não vai tirar um pouco daqueles que tiveram consistência ao longo do dia a dia, do mês a mês, para assegurar os clientes com o produto’, afirmou.Pousada acrescentou que o combate às irregularidades no setor de distribuição continua produzindo efeitos positivos para as empresas formais, contribuindo para a expansão da rentabilidade.‘O ponto fundamental aqui é que essa agenda que muita gente acreditava praticamente impossível de andar no nosso país, ela andou de maneira relevante nos últimos 12, 18 meses, e o impacto do que já aconteceu, nós ainda não estamos capturando totalmente no nosso resultado’, disse Pousada.‘Por isso que eu acredito que as alternativas de crescimento para a Vibra de volume e de imagem, elas ainda são expressivas, porque não foi ainda capturado tudo desse combate à irregularidade.’O CEO citou expectativa para que seja implementada a monofasia dos impostos estaduais do etanol no próximo ano, resultados a partir de maior fiscalização na mistura do biodiesel no diesel, além de combate a problemas como bomba baixa e adulteração de produtos.Ao comentar o forte desempenho do B2B no trimestre, o executivo destacou que parte relevante da evolução das margens veio do negócio de lubrificantes, que passou por um reposicionamento estratégico focado em produtos de maior valor agregado.Segundo ele, além dos impactos conjunturais provocados pelo conflito no Oriente Médio, a companhia vem ampliando a participação de lubrificantes sintéticos e reforçando a gestão da área. ‘Estamos reposicionando o negócio de lubrificantes na busca de um crescimento expressivo que a gente acredita ainda possível nesse negócio’, afirmou.The post Vibra vê espaço para ampliar volumes e margens com estratégia e combate à ilegalidade appeared first on InfoMoney.