Quem é o Homem-Aranha que viralizou dançando em BH e qual era a música

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Belo Horizonte – Muita gente se impressionou com o gingado do Homem-Aranha no Pirulito da Praça Sete, no Hipercentro de BH. Por trás da máscara está Wellington Teixeira da Silva, de 38 anos, professor de educação básica e animador de festas de Sete Lagoas, na Região Central de Minas. “Pensei: agora é a hora do espetáculo. Vou ali brincar um pouco“, contou ele ao Metrópoles.E nos fones de Wellington, naquele dia, tocava uma playlist de clássicos dos anos 1970, 1980 e 1990. “Estava ouvindo Madonna, Michael Jackson, Modern Talking, Shakira, Elvis Presley, James Brown, Prince, ABBA, Phil Collins…”, contou, acrescentando que faz “um mexidão”.Dança desde os 6 anosA dança entrou cedo na vida do Homem-Aranha mineiro. Aos 6 anos, já tinha Michael Jackson como principal referência e, ainda criança, começou a imitar os passos do cantor. “Eu me espelhava muito nele. Ficava doido para chegar o fim do ano e ter o especial dele na TV”, contou.Na escola, aproveitava os festivais para se apresentar caracterizado, com peruca e maquiagem. “A dança, para mim, representa tudo. É o que me faz sair, às vezes, da realidade para um mundo mágico, onde tudo é possível”, afirmou. Leia também São PauloFã encontra Neymar fantasiado de Homem-Aranha na saída de shopping Ilca Maria EstevãoHomem-Aranha impulsiona tendências fashion para além dos cinemas MundoCasa Branca posta Homem-Aranha na captura de imigrantes e é criticada Hoje, ele concilia a dança como hobby e profissão, com apresentações em festas infantis, formaturas, eventos para idosos e ações em comerciais. Apesar das dificuldades para viver da arte, tem um objetivo: “Tenho um sonho de dançar em todas as capitais do Brasil e levar alegria para as pessoas”, contou. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por fotoderuabh (@fotoderuabh)A fantasia entrou na história há poucos meses. Ele chegou a cogitar personagens como Batman, Capitão América e Power Rangers, mas acabou escolhendo o Homem-Aranha. Depois de testar a fantasia pelas ruas e perceber a reação das pessoas, decidiu juntar o personagem à dança.“Comecei a dançar com a fantasia e foi muito bom. Escolhi esse personagem por ser muito carismático, muito popular. As pessoas gostam muito”, acrescentou.Ele contou que escolheu a Praça Sete para a intervenção justamente pelo grande movimento e pela vontade de levar um pouco de diversão a quem passava por ali. “Não fiquei tímido, porque sou feliz quando estou dançando. A dança, para mim, é como beber água, é algo natural”, afirmou.Wellington Teixeira da Silva é o homem por trás do Homem-Aranha que viralizou dançando na Praça Sete, em Belo Horizonte“Rachando de rir”O flagrante das redes sociais foi feito pelo fotógrafo mineiro Rafael de Paulo e Silva, na última segunda-feira (17/8).  Rafael contou que estava rodando de bicicleta pelo Centro e seguia para fazer algumas fotos na Praça da Rodoviária quando encontrou o personagem. “Quando passei pelo Pirulito, vi o Homem-Aranha dançando. Na hora, tive que parar a bike. Parei, amarrei e tranquei a bicicleta”, relatou.Foi aí que pegou a câmera e começou a registrar o super-herói “em ação”. “Fiz um videozinho e algumas fotos também. Todo mundo que estava passando comentava sobre o Homem-Aranha. As pessoas paravam, faziam registros com o celular também. O pessoal estava rindo, rachando de rir, todo mundo comentando”, relembrou.A trilha escolhida por Rafael foi “Bichos Escrotos”, dos Titãs, que voltou a viralizar com a regravação de Anitta e Tropkillaz para o filme “Corrida dos Bichos”, de Fernando Meirelles, o que deixou o vídeo ainda mais divertido.Qual era a música?O Homem-Aranha de Sete Lagoas é bem eclético, mas aquela não era a faixa que estava ouvindo.Nos fones de Wellington, além de Madonna, Michael Jackson, Modern Talking, Shakira, Elvis Presley, James Brown, Prince, ABBA, Phil Collins…, também entram samba, pagode, bossa nova, reggae, sertanejo, funk, música clássica e batucada de carnaval. “A música é uma terapia, uma bênção na minha vida. Quando ouço música, o meu universo se transforma e o de quem estiver ao meu redor”, acrescentou.A ideia inicial, porém, era transformar Avenida Afonso Pena em uma pista de dança com direito a caixa de som. Wellington chegou a levar o equipamento, mas, ao ser informado de que precisaria de autorização da prefeitura para utilizá-lo: “Dei meu jeito, coloquei o fone no ouvido e fui dançando”, contou.Wellington conta que descobriu a repercussão ao se deparar com o próprio vídeo em uma página nas redes sociais. Ele comemorou: “Fiquei muito feliz”, finalizou.Registros do CentroRafael, que fez o vídeo que viralizou, tem um olhar atento pelo Centro e  mantém a página Foto de Rua BH, com mais de 56 mil seguidores e registros do cotidiano da capital.Em 2024, ele também ganhou repercussão ao criar uma montagem com uma máscara de oxigênio em uma das carrancas do Edifício Acaiaca, durante o período de seca e fumaça de queimadas em BH. Naquela época, não chovia fazia mais de 130 dias. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por fotoderuabh (@fotoderuabh)Batman também já “salvou” o CentroO Homem-Aranha não é o primeiro super-herói a chamar a atenção na Praça Sete. Em maio, conforme o Metrópoles publicou, quando semáforos pararam de funcionar na região, homens fantasiados de Batman e Homelander, da série The Boys, foram flagrados tentando organizar o trânsito.