Justiça mantém prisão de caminhoneiro que derrubou passarela e matou mãe e filho em SP

Wait 5 sec.

A Justiça manteve a prisão preventiva do caminhoneiro Deyvidson Temudo de Oliveira, responsável pelo acidente que provocou a queda de uma passarela sobre veículos na Rodovia Fernão Dias, em Vargem, no interior de São Paulo na manhã de ontem (18). A estrutura atingiu os veículos que passavam pela pista e matou mãe e filho.Deyvidson foi preso preventivamente após prestar depoimento à Polícia Civil e passar por audiência de custódia. Ao delegado Hermes Nakashima, responsável pela investigação, o caminhoneiro afirmou que tinha autorização para transportar a carga subdimensionada e que desconhecia que o veículo estava acima do limite permitido de altura, que é de pouco mais de quatro metros.Segundo o depoimento, ele havia carregado o caminhão basculante no Porto de Santos e faria o transporte da carga até o Nordeste, onde o material seria entregue a uma mineradora.Vídeo mostra exato de desabamento de passarela após ser atingida por caminhão na Rodovia Fernão Dias (BR-381), em Vargem pic.twitter.com/ux8AzZFP3W— Por Dentro de Minas (@pordentrodemg) August 18, 2026Durante o trajeto, já na região de Vargem, o caminhão, passou por uma passarela e acabou atingindo a estrutura de aproximadamente 70 toneladas. Com o impacto, a passagem desabou sobre os veículos que trafegavam pela rodovia.As vítimas foram identificadas como Douglas Soares Quaresma, de 40 anos, e a mãe dele, Rosângela Carlos Soares Chaves, de 63 anos. Os dois morreram após serem atingidos pela estrutura da passarela.A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias do acidente. Deyvidson deverá responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar.O caminhoneiro também foi submetido ao teste do bafômetro. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o resultado não apontou consumo de bebida alcoólica antes do acidente.A investigação deverá analisar, entre outros pontos, as condições do transporte da carga, a autorização apresentada pelo motorista, as dimensões do veículo e se houve descumprimento das normas de segurança e circulação na rodovia.A coluna não conseguiu contato com a defesa do motorista. O espaço segue aberto para manifestação.