Belo Horizonte — Candidatos de Minas Gerais já arrecadaram mais de R$ 450 mil por meio de financiamento coletivo eleitoral na plataforma QueroApoiar até esta segunda-feira (17/8). O estado aparece entre os que mais levantaram recursos por meio das chamadas “vaquinhas eleitorais” no país.O levantamento considera os valores disponíveis na plataforma nesta segunda-feira (17/8). Os números, no entanto, são parciais e podem mudar a qualquer momento, já que as campanhas seguem abertas e novas doações continuam sendo registradas.No ranking mineiro, a candidata a deputada federal Ana Elisa (PT) aparece na liderança, com R$ 92.571 arrecadados. Em seguida está Alexandre de Godoi (Novo), também candidato à Câmara dos Deputados, com R$ 33.419,02. Leia também Minas GeraisCandidatos trocam acusações em 1º debate pelo governo de Minas Minas GeraisFlávio mantém agenda em BH após cancelar em Juiz de Fora; veja onde Minas GeraisFlávio Bolsonaro não consegue pousar e cancela agenda em Juiz de Fora Entre os primeiros colocados também aparecem Larissa Dias (Novo), candidata a deputada estadual, e Nikolas Ferreira (PL), candidato a deputado federal.Nikolas, inclusive, chama a atenção pela velocidade da arrecadação. O candidato abriu a vaquinha na tarde desta segunda-feira (17/8) e, poucas horas depois, já figurava entre os primeiros colocados do ranking mineiro. Durante a apuração da reportagem, ele chegou a aparecer na 5ª posição e, na sequência, subiu para o 4º lugar.A movimentação mostra como a classificação pode mudar rapidamente à medida que novas contribuições são feitas. Por isso, as posições e os valores apresentados nesta reportagem correspondem ao momento da consulta à plataforma.Veja ranking de quem mais arrecadou em MinasAna Elisa (PT) — deputada federal — R$ 92.571Alexandre de Godoi (Novo) — deputado federal — R$ 33.419,02Larissa Dias (Novo) — deputada estadual — R$ 16.154Nikolas Ferreira (PL) — deputado federal — R$ 13.296Otávio Maia (Novo) — deputado estadual — R$ 12.815Igor Alvarenga (Podemos) — deputado federal — R$ 11.700Marcela Trópia (Novo) — deputada estadual — R$ 11.128Indira Xavier (UP) — governadora — R$ 10.885Bruno Araújo (Novo) — deputado estadual — R$ 10.875Ismael Silva Candido (PSB) — deputado federal — R$ 8.980Carlos Henrique (Missão) — deputado federal — R$ 8.758Bernardo Valladares (Missão) — deputado estadual — R$ 8.706,14Juliana Rios (PSD) — deputada federal — R$ 8.519João Gabriel Prates (PT) — deputado federal — R$ 7.731Luana Silva (Missão) — deputada estadual — R$ 7.387Minas soma mais de R$ 450 mil em doaçõesNo levantamento por unidade da Federação, Minas Gerais aparece em 6º lugar e soma R$ 451.083,04, distribuídos entre 140 campanhas, com 6.804 apoiadores.São Paulo lidera entre os estados, com R$ 2.251.354,62. Na plataforma, há ainda a categoria “Brasil”, que reúne campanhas presidenciais e soma R$ 1.350.752, ocupando o 2º lugar no ranking.Rio Grande do Sul aparece em 3º, com R$ 1.345.383,56; Rio de Janeiro em 4º, com R$ 1.239.682,84; e Pernambuco em 5º, com R$ 814.185,75.Veja os partidos que mais arrecadaramNo ranking nacional por partido da plataforma, o Missão aparece na liderança, com R$ 2.220.268,92 arrecadados em 278 campanhas. O Novo ocupa a segunda posição, com R$ 1.931.892,45, distribuídos por 344 campanhas.O PT vem em terceiro, com R$ 1.276.220,86, seguido pelo PSol, com R$ 1.122.073,17.Veja o ranking:Missão — R$ 2.220.268,92Novo — R$ 1.931.892,45PT — R$ 1.276.220,86PSol — R$ 1.122.073,17PSD — R$ 725.452,86PCdoB — R$ 589.239,05PSB — R$ 474.127,92PL — R$ 262.757,92PSDB — R$ 197.150,66Como funciona a vaquinha eleitoral?O financiamento coletivo eleitoral, conhecido como vaquinha eleitoral, permite que candidatos arrecadem recursos pela internet para custear as campanhas. A modalidade passou a fazer parte da legislação eleitoral após a reforma de 2017 e é regulamentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Nas eleições de 2026, a arrecadação por financiamento coletivo foi liberada em 15 de maio, antes mesmo do início oficial da campanha. As doações devem ser feitas por meio de plataformas previamente cadastradas na Justiça Eleitoral.Apenas pessoas físicas podem doar para campanhas eleitorais. As contribuições precisam ser identificadas e posteriormente declaradas na prestação de contas à Justiça Eleitoral.