"Tragédia": morador do DF que perdeu movimentos viajou para velório

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O administrador Filipe de Freitas, 41 anos, que perdeu os movimentos do corpo após ser atingido por uma onda em uma praia de Recife (PE), estava de viagem na capital pernambucana por conta da morte do avô, por quem era considerado o “neto preferido”. Morador de Águas Claras (DF), Filipe decidiu ir ao enterro do avô e prestar apoio à avó.Filipe decidiu ir à praia em 10 de agosto, quando foi atingido por uma onda e perdeu os movimentos do corpo. O administrador teve alta nesta segunda-feira (17/8), mas terá de ficar em Recife por mais 15 dias e ainda batalha para voltar a andar.Segundo a irmã da vítima, a empresária Paula Torres, 40 anos, Filipe foi o primeiro neto do avô e tinha uma relação muito próxima com ele. Após a morte, foi o próprio Filipe quem chegou primeiro ao local e ajudou a carregar o corpo do avô.“Meu irmão é o primeiro neto do meu avô, o neto preferido. Ele nunca escondeu isso. Ele foi o primeiro a chegar lá, foi quem carregou o corpo do meu avô. Foi um momento muito difícil para a nossa família”, lamentou Paula.4 imagensFechar modal.1 de 4Brasiliense perde movimentos após acidente com onda em praia de RecifeMaterial cedido ao Metrópoles2 de 4A vítima está consciente e consegue se comunicarMaterial cedido ao Metrópoles 3 de 4O homem só consegue movimentar o braço esquerdo, mas tem dificuldades para movimentar o direitoMaterial cedido ao Metrópoles4 de 4A vítima passou por uma cirurgia na sexta-feira (14/8) e recebeu alta nesta segunda (17)Material cedido ao Metrópoles Devido ao luto, a família toda decidiu viajar para Recife para passar alguns dias juntos e proporcionar bons momentos ao lado da avó.Paula conta que chegou à capital pernambucana na madrugada do dia 9 de agosto para acompanhar o irmão e a avó. Foi justamente no dia seguinte que Filipe sofreu o acidente. O rapaz foi atingido por uma onda e teve um traumatismo raquimedular cervical, uma lesão na medula espinhal no pescoço.“Ainda estamos tentando superar o luto da perda do meu avô e aconteceu isso. É tragédia atrás de tragédia”, relatou Paula. Leia também Distrito FederalMorador do DF é atingido por onda em praia e perde movimentos do corpo Distrito FederalMorador do DF morre afogado, aos 80 anos, em praia do Rio Tocantins Vida & EstiloIdoso que vendia pudim na praia para pagar exames ganha ajuda coletiva Fisioterapia intensivaDepois de receber o impacto da onda a vítima ficou sem se mexer e sobrinho foi quem perceber a situação, suspendendo Filipe da água. Neste momento a família acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que socorreu a vítima e encaminhou ao Hospital da Restauração Governador Paulo Guerra, em Recife.O brasiliense passou por uma cirurgia de artrodese cervical, nas vertebras C4 e C5, na última sexta-feira (14/8). Nesta segunda-feira (17), a vítima recebeu alta hospitalar.“Os médicos e os fisioterapeutas não nos garantem. Todos eles dizem que depende da resposta do organismo dele com as sessões de fisioterapia intensiva. Eu tenho fé que ele vai“, destacou a irmã.Agora, Filipe continuará o tratamento em Recife, com sessões intensivas de fisioterapia. A família deve continuar na capital pernambucana de 10 a 15 dias. “Os médicos não liberaram ele para voar”, ressaltou a irmã.Relembre o casoFilipe estava no mar quando uma onda o atingiu e provocou um forte impacto na região cervical;Ele ficou sem conseguir movimentar o corpo dentro da água;O sobrinho percebeu a situação e ajudou o tio;O Samu foi acionado e encaminhou Filipe ao Hospital da Restauração;A vítima passou por cirurgia na sexta (14), e recebeu alta nesta segunda (17). De acordo com Paula, o irmão só consegue mexer o braço e esquerdo e um pouco do direito;Agora, Filipe inicia tratamento com fisioterapeuta para retomar os movimentos do corpo.