O policial militar (PM) Kaio Lopes Raimundo foi condenado a 21 anos e nove meses de prisão por ter matado um motorista e baleado uma criança de nove anos durante uma briga de trânsito em julho do ano passado, em Mauá, na Grande São Paulo.A condenação saiu no dia 11 de agosto, mais de um ano após o crime. O júri considerou que o crime foi cometido por motivo fútil e através de meio que dificultou a defesa da vítima. Além disso, a condenação considerou que o crime também foi praticado contra um menor de 14 anos, o que aumentou a pena. O júri também desconsiderou a alegação da defesa do PM de que ele teria agido em legítima defesa. Leia também São PauloAbordagem da PM: polícia analisa 40 câmeras em trajeto de motorista de Haddad São PauloPM diz que motorista bêbado provocou acidente com mortos na Anhanguera São PauloBuzinada para viatura fez PM tirar motorista de ônibus à força São PauloPM arranca à força motorista de ônibus que pediu passagem para viatura A decisão judicial também considerou o fato de Kaio ser um policial militar de folga:“Obviamente, o esperado de um policial militar é muito mais cautela e racionalidade em momento de estresse. Por conta de todo o exposto, cabe uma intervenção maior por parte do estado”.Ao determinar a pena, o juiz presidente do Tribunal do Júri, Marco Mattos Sestini, negou o direito do réu de responder em liberdade, devido à periculosidade do crime.Relembre o crimeSegundo o boletim de ocorrência, o PM estava de moto a caminho do trabalho quando se envolveu em uma confusão com o veículo de Clayton Juliano da Silva, que estava com a esposa, a mãe e o sobrinho de 9 anos no carro, trafegando pela Avenida Barão de Mauá, na Grande São Paulo.Os dois entraram em discussão acalorada e, em seguida, o agente da PM disparou quatro vezes contra o carro ainda em movimento.O motorista foi atingido com disparos na nuca e morreu no local. Os disparos também atingiram o sobrinho da vítima, que estava sentado no banco de trás do automóvel.Segundo a decisão da Justiça que condenou o PM, a criança está com a bala alojada no corpo até hoje.