Tá barato? TIM (TIMS3) vai recomprar até R$ 1 bilhão em ações

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A TIM (TIMS3) anunciou a aprovação de um novo programa de recompra de ações, que permitirá à companhia adquirir até 55,2 milhões de ações ordinárias, o equivalente a cerca de 2,31% dos papéis em circulação no mercado. O valor máximo do programa é de R$ 1 bilhão.Segundo o comunicado ao mercado, a recompra foi aprovada pelo Conselho de Administração porque a empresa considera que suas ações estão sendo negociadas abaixo de seu valor intrínseco, ou seja, barata. No ano, a ação cai 15% e 30% desde as máximas.A administração afirma ainda que a medida reflete confiança nos fundamentos do negócio, na capacidade de geração de caixa e nas perspectivas de crescimento da companhia.As ações recompradas poderão permanecer em tesouraria ou ser posteriormente canceladas, conforme decisão da empresa e respeitando as regras do mercado. O programa ficará em vigor até 19 de fevereiro de 2028.A TIM reiterou que a iniciativa está alinhada à sua estratégia de alocação eficiente de capital e de criação de valor para os acionistas no longo prazo.Resultado do programa anteriorAlém de anunciar o novo plano, a companhia informou o encerramento do programa de recompra anterior, iniciado em fevereiro de 2025.Durante sua vigência, a TIM adquiriu 46,9 milhões de ações ordinárias, em uma operação que movimentou aproximadamente R$ 1 bilhão. Desse total, 28,7 milhões de ações foram canceladas em dezembro de 2025.O saldo restante permanece em tesouraria e poderá receber a destinação que vier a ser definida pela empresa no futuro.Forcinha para investidor Programas como esse costumam ser interpretados pelo mercado como uma demonstração de confiança da administração nos fundamentos da empresa e no potencial de valorização das ações.Na prática, quando uma companhia decide usar recursos para comprar seus próprios papéis, a mensagem costuma ser que, nos preços atuais, ela considera que investir em si mesma é uma alocação de capital mais atrativa do que outras alternativas.Para o acionista que decide ficar, o benefício é uma espécie de “dividendo indireto”: com menos ações em circulação, cada fatia do bolo que sobra na mão do investidor passa a representar uma porcentagem maior do lucro e dos proventos futuros.Na outra ponta, porém, há um efeito colateral conhecido: a redução da liquidez. Isso porque com menos papéis disponíveis para negociação diária, o volume movimentado na bolsa de valores tende a diminuir, o que pode elevar a sensibilidade dos preços devido às compras e vendas mais expressivas.