A seleção brasileira deveria ter adaptado sua estratégia ao longo da partida contra a Noruega. Essa é opinião de Michel Bastos, comentarista do CNN na Copa, após a eliminação na Copa do Mundo dos Estados Unidos por 2 a 1.Segundo o ex-jogador, a justificativa de recuar as linhas e não fazer uma marcação sob pressão alta para evitar o mano a mano com Haaland até faz sentido no primeiro tempo, mas a persistência, não. Leia mais Pela primeira vez, quartas da Copa ficam sem Brasil, Alemanha e Itália "Não fugi da responsabilidade", diz Vini Jr após eliminação do Brasil Ancelotti lamenta eliminação do Brasil na Copa: "Não merecia perder" “Quando a gente fala de seleção brasileira, durante 90 minutos uma seleção ficar adaptada ao adversário, e não mudar a estratégia para que o adversário se adapte ao seu estilo de jogo… Aí a gente já meio que já foge um pouco daquilo que é o Brasil”.Brasil teve pior campanha na Copa desde 1990 com derrota para a noruega nas oitavas | CNN NA COPAEm termos de protagonismo, Vinícius Júnior chamou a responsabilidade, na visão de Michel Bastos, mas abusou da individualidade, prejudicando o aspecto tático.“Sei que chega ali, na hora, e quer resolver, é muito do atleta, só que tem que ser inteligente”, avalia Michel.“Uns 10 lances que tentou ir para cima do adversário, perdeu. Teve um lance no segundo tempo que ele perde a bola no meio do campo tentando resolver e cede um contra-ataque. Nessas horas precisa ser inteligente”.Ciclo fragmentadoMichel Bastos e Cris Schwambach, apresentadora do CNN na Copa, concordam que o resultado reflete a turbulência administrativa da CBF nos últimos quatro anos, marcada por trocas constantes de treinadores e mudança na presidência.“O Brasil teve técnicos que não conversavam entre si, escolas que não conversavam entre si, o que mostra muito que que a CBF tava perdida no meio do caminho”, analisa Cris.Michel acrescenta que a eliminação passa também por um elenco repleto de atletas que não vivenciaram o processo de maturação necessário.“Não se prepara uma Copa do Mundo durante um ano, e sim um ciclo de quatro anos”, pontua. “Teve todo esse problema com a CBF, com as trocas de treinadores, temos jogadores dentro desse elenco que não viveram o ciclo, e o oposto, os jogadores que estavam e não pudemos contar porque estavam lesionados.”Pausa para hidratação na Copa: quem são os verdadeiros vencedores?