CNI: Em hipótese de tarifaço dos EUA, devemos aumentar exceções de produtos

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Com a audiência sobre a imposição de tarifas dos Estados Unidos a produtos brasileiros marcada para esta segunda-feira (6), a CNI (Confederação Nacional da Indústria) defende que as empresas atuem para ampliar a lista de produtos isentos das tarifas de 25% e 12,5%, caso as medidas entrem em vigor em 15 de julho.Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, dos 13 produtos industriais impactados pela aplicação de taxas que podem chegar a 37,5%, 11 são exportados principalmente pelo Brasil.Assim, “na pior das hipóteses, espero que a gente consiga aumentar substancialmente as exceções”, afirmou. Indique e Ganhe PJ do Inter premia empresas com até 40 mil pontos Loop Mais de 4 mil produtos podem ser afetados por tarifaço dos EUA, aponta CNI Gigantes globais impulsionam BDRs na B3 De acordo com a CNI, entre os principais produtos exportados para os Estados Unidos e que seriam afetados pelas taxas, estão:Ferro-gusa não ligado (Brasil exporta 73,3%)Açúcar de cana em forma sólida (52,9%)Sebo não comestível (37,5%)Álcool etílico não desnaturado (72,3%)Molduras de madeira padrão de pinho (59,4%)Tabaco curado por fumaça ou processado (72,0%)Peptonas e seus derivados (33,1%)Compensado de pinus (99,6%)Granito monumental ou de construção (48,9%)Estacas, paliças, postes e trilhos de madeira (57,8%)Hidróxido de alumínio (47,5%)Um levantamento realizado pela CNI ainda aponta que cerca de 4,1 mil produtos exportados pelo Brasil serão afetados caso a “pior hipótese” se torne realidade, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações.Por isso, o presidente também defende que o trabalho para a reversão de um possível resultado negativo não terminará com a aplicação das taxas.“Temos que lembrar que, até o final desse mês, a alíquota geral de 10% para todos os países também acaba. Então nós vamos ter ainda mais perda de competitividade se ficarmos nos 37,5%”, ressalta.Alban ainda considerou a porcentagem tarifária um “exagero” e disse que a confederação estará presente, por meio do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo, na audiência pública.“Vários setores impactados também estão presentes nesses dois dias, para ver se nós conseguimos, tecnicamente e razoavelmente, ponderar sobre esse, eu diria, exagero dos 25% e mais 12,5%”, salientou.Tarifas canalizaram demanda nos EUA, diz executivo da Gerdau | MONEY NEWSAzevêdo representará a CNI na sessão em Washington, capital dos EUA, na sessão de amanhã (7). Além dele, dos 80 inscritos para falar na audiência, 66 devem se posicionar contra a medida tarifária.A decisão final dos Estados Unidos deve ocorrer na próxima quarta-feira (15).Tarifas “recíprocas” de Trump não são o que parecem; entenda