Assédio em carros de aplicativo: debate sobre responsabilidade das plataformas ganha força

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O assédio em carros de aplicativo voltou ao centro do debate após uma pesquisa da Rede Nossa São Paulo apontar que 17% das mulheres da capital paulista já passaram pela situação dentro de corridas em plataformas. Além disso, um caso registrado em junho, em Araçatuba, ganhou repercussão depois que uma passageira gravou um motorista fazendo propostas de cunho sexual durante a viagem.O tema também chegou ao Legislativo paulistano. O PL 872/2025 prevê que as plataformas ofereçam às passageiras a opção de escolher motoristas mulheres. Mesmo assim, permanece a dúvida: essa medida basta para aumentar a segurança? E o que as empresas podem fazer antes que condutas inadequadas evoluam para situações mais graves?O que pode ser considerado assédio em corridas por appSegundo o material encaminhado, perguntas íntimas, comentários sobre o corpo, cantadas, convites insistentes para sair e propostas de cunho sexual podem transformar uma corrida rotineira em uma experiência de medo. A advogada Tatiana Naumann, especialista em temas relacionados à violência contra a mulher, pode explicar quando essas abordagens ultrapassam o limite de uma interação inconveniente e passam a gerar consequências jurídicas.Ela também pode analisar até onde vai a responsabilidade das plataformas pela segurança das passageiras e como elas devem agir diante de denúncias e reincidências. Outro ponto em discussão é se medidas preventivas, como treinamento e letramento de gênero para motoristas, deveriam integrar os protocolos das empresas.Responsabilidade das plataformas e prevençãoA discussão central, de acordo com o conteúdo do email, envolve avaliar se a possibilidade de escolha de motoristas mulheres resolve o problema ou se as plataformas precisam adotar mecanismos mais amplos de prevenção. Nesse contexto, surgem perguntas sobre limites mais claros, sinais que não deveriam ser tratados como algo menor e formas de tornar a prevenção mais efetiva dentro das empresas.Fonte ouvida para o tema, Tatiana Naumann é sócia do Albuquerque Melo Advogados nas áreas de Direito de Família e Sucessões e em casos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Ela também é membro da Comissão de Direito de Família da OAB/RJ, associada ao Instituto Brasileiro de Direito de Família e integrante de comissões do Instituto dos Advogados Brasileiros.O post Assédio em carros de aplicativo: debate sobre responsabilidade das plataformas ganha força apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.