O Ibovespa (IBOV) ganhou quase 4 mil pontos desde a abertura nesta quarta-feira (30) e retornou ao nível de 187 mil pontos pela expectativa pela eleição presidencial no próximo domingo combinado com bom humor do mercado externo após dados de inflação nos Estados Unidos.Por volta de 15h (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira bateu a máxima intradia, aos 187.834,97pontos, com alta de 2,18%. A pontuação representa um ganho de 4.007,38 pontos em relação ao fechamento anterior.Há ainda sinais de entrada de fluxo estrangeiro na Bolsa. O iShares MSCI Brazil (EWZ), que é um fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) negociado na Bolsa de Nova York (NYSE) que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro — e que também opera influenciado por fatores externos —, também opera em forte alta. No mesmo horário, o EWZ subia 2,70%, a US$ 37,46, na máxima intradia. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "IBOV", "IBOV" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "7df4567"} ); Os 2 fatores por trás da alta Parte da forte valorização do Ibovespa deve-se ao cenário externo. Nos Estados Unidos, o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,3% em agosto, na comparação mensal, segundo divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA).No acumulado do ano, a inflação preferida do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) apontou para alta de 3,4% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano, mas abaixo de 3,7% registrado no mês anterior e das expectativas do mercado.Após dados de inflação mais brandos que o esperado, o mercado ampliou a expectativa de manutenção dos juros pelo Fed na próxima decisão, em outubro, e adiou a aposta de uma nova alta nas taxas para dezembro. O movimento reduziu a pressão na curva de juros norte-americana e também no Brasil. A ferramenta FedWatch, do CME Group, agora aponta 60,7% de chance de o BC norte-americano manter os juros na faixa de 3,75% a 4,00% em outubro. Na véspera, a probabilidade era de 49,1%. “O resultado ajuda a aliviar parte da pressão que vinha sendo observada sobre os yields dos Treasuries e sobre as expectativas de uma sequência mais intensa de altas nos juros dos EUA”, avalia William Castro, estrategista-chefe da Avenue. Já o segundo fator é doméstico. A quatro dias do primeiro turno das eleições presidenciais, a disputa entre o incumbente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) segue acirrada e sem um vencedor claro, segundo as pesquisas eleitorais.De olho nesse cenário mais incerto, parte do mercado já tem precificado uma eventual mudança de governo. Na avaliação de Leandro Nogueira, sócio da Cordier, uma eventual alternância de poder poderia desencadear um movimento positivo expressivo na Bolsa no curto prazo, caso o mercado associe o cenário a um maior controle das contas públicas, à exemplo do período que antecedeu o primeiro mandato de Jair Bolsonaro.“No primeiro momento, esperamos um momento de euforia, se nos basearmos pela última alternância de poder mais relevante: a indicação do primeiro mandato do Bolsonaro, quando tivemos cerca de 30% de oscilação positiva do índice”, afirmou durante o programa Giro do Mercado. Sobe e desce do IbovespaAs blue chips são as patrocinadoras do Ibovespa nesta quarta-feira, com destaque para o setor financeiro: o Índice Financeiro (IFNC) registra avanço de 3,60% com a melhora do apetite a risco, por volta de 15h (horário de Brasília). Ainda no setor de bancos, apenas Santander (SANB11) recua com a possível deslistagem na B3 no radar, enquanto Itaú (ITUB4) lidera os ganhos com alta de mais de 5%, superando R$ 500 bilhões em valor de mercado pela sexta vez neste ano. O recorde histórico é de R$ 509,9 bilhões, de 16 de abril.Outros pesos-pesados, como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4;PETR3) também operam em alta com sinais de entrada de capital estrangeiro. A ponta negativa do IBOV, por sua vez, é liderada por Totvs (TOTS3), com baixa de 2,71%, a R$ 33,70, às 15h. E o dólar?O dólar opera em queda ante as moedas globais, como euro e libra, com a perspectiva de manutenção dos juros nos EUA na próxima decisão do Fed. Por volta de 15h, o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava perto da estabilidade, a 101.419 pontos.Na comparação com o real, o dólar acompanha o movimento externo e ainda é pressionado pela entrada de fluxo estrangeiro. No mesmo horário, a divisa norte-americana operava a R$ 5,1702, com baixa de 0,90%.Por dentro dos mercadosReceba gratuitamente as newsletters do Money TimesOBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.