O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) poderá participar do debate presidencial que acontece nesta quinta-feira (1º) na TV Globo. O pedido foi apresentado pelo Solidariedade, dentro de uma reclamação já existente no STF.Renan terá as mesmas condições de tempo, perguntas e posição dos demais participantes, com credenciamento de sua equipe. A Globo poderá adaptar a dinâmica do debate. Segundo o ministro, ele ocupa a vaga do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que desistiu de participar do evento. “Determinar à Globo Comunicação e Participações S.A. que assegure a participação do candidato Renan Antônio Ferreira dos Santos no debate presidencial a ser realizado em 1º de outubro de 2026, na vaga aberta pela desistência do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, nas mesmas condições de tempo, perguntas e posição asseguradas aos demais participantes, facultadas à emissora as adaptações necessárias na dinâmica do evento, e que autorize o credenciamento de sua equipe”, escreveu o ministro.Gilmar considerou que Renan atende ao critério previsto pela própria Globo: era o mais bem colocado na pesquisa Quaest entre os candidatos sem participação obrigatória, com 3%.A autonomia da emissora não é absoluta, segundo o ministro. Os critérios devem respeitar imparcialidade, igualdade de oportunidades, pluralismo político e direito à informação.O ministro comparou ainda Renan a Romeu Zema, cuja inclusão havia sido determinada pelo TSE, destacando que Zema tinha 1% na mesma pesquisa.“Na pesquisa Quaest de 28.9.2026 — justamente aquela eleita pela emissora para disciplinar a hipótese de desistência — Zema registrava 1% das intenções de voto, ao passo que Renan Santos alcançava 3%. A pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro também registra esses percentuais: Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 1%”, disse Gilmar.