O porta-voz das Forças Armadas do Iêmen afirmou nesta sexta-feira (2) que aeronaves da força aérea realizaram 20 ataques de precisão nas últimas três horas contra alvos houthis.Os ataques atingiram diretamente alvos hostis e causaram perdas entre integrantes da milícia houthi, além de danos a equipamentos e movimentações militares, afirmou Majed Abdullah Al-Nuzaily, porta-voz oficial das Forças Armadas do Iêmen em uma publicação no X.“Nas últimas três horas, 20 ataques aéreos precisos e concentrados que visaram movimentos, reforços, concentrações, elementos, veículos e equipamentos militares pertencentes à milícia terrorista houthi em Hameer, Bani Bakar, Same, Al-Aqrud, Rua Sessenta, Al-Amor, Midi Bani Hassan e Al-Waziya, na província de Taiz”, afirmou o porta-voz.نفّذ الطيران الحربي لقواتنا الجوية، خلال الثلاث الساعات الماضية، 20 غارة دقيقة ومركّزة استهدفت تحركات وتعزيزات وتجمعات وعناصر وعربات وآليات عسكرية تابعة لمليشيا الحوثي الإرهابية في كل من حمير، بني بكاري، سامع، الأقروض، شارع الستين، الأعمور، ميدي بني حسن، والوازعية في محافظة تعز.…— الناطق الرسمي للقوات المسلحة اليمنية (@spokespersonyem) October 2, 2026“Os ataques alcançaram impactos diretos nos alvos inimigos, infligindo perdas aos elementos da milícia, seu armamento e seus movimentos militares”, completou. Taiz é a terceira maior cidade do Iêmen a o principal centro comercial, industrial e cultural do país. Leia mais Irã não recusará diálogo com os Estados Unidos, diz presidente Israel avalia enviar avião para repatriar passageiros na Arábia Saudita Conflito armado na Etiópia atinge maior escalada em quatro anos No início da semana, o ministério da Saúde do Iêmen, controlado pelos Houthis, informou que sete pessoas morreram e 40 ficaram feridas — incluindo crianças — em um ataque contra lojas em um mercado na mesma província.Mais tarde, o governo do Iêmen, reconhecido internacionalmente, afirmou que suas forças haviam atacado um acampamento militar e veículos dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, no mesmo local.Três fontes militares ligadas ao governo iemenita disseram à agência de notícias Reuters que militantes Houthis haviam estabelecido recentemente um acampamento militar nas proximidades do mercado.Conflito se ampliaOs combates representam uma escalada significativa na guerra civil do Iêmen, que havia permanecido em grande parte congelada desde uma trégua em 2022.Os houthis tomaram a capital, Sanaa, em 2014, o que levou a uma intervenção militar liderada pela Arábia Saudita no ano seguinte em apoio ao governo reconhecido internacionalmente.Os confrontos voltaram a ocorrer nas últimas semanas em várias antigas linhas de frente, incluindo nos arredores de Taiz, enquanto os houthis avançavam para o sul pela costa do Mar Vermelho.O grupo tomou o porto de Mocha antes de assumir o restante da costa e ilhas do Mar Vermelho, ampliando seu controle até o estreito de Bab el-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho.Bab el-Mandeb conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é uma importante rota comercial entre a Ásia e a Europa pelo Canal de Suez. Cerca de 7% da produção mundial de petróleo passou pelo estreito em junho, segundo dados da Kpler citados pela Reuters.O avanço houthi pela costa do Mar Vermelho também ameaça uma rota alternativa usada pela Arábia Saudita para exportar petróleo quando os embarques pelo Estreito de Ormuz são interrompidos.Mais de 700 pessoas morreram e milhares ficaram feridas nos combates recentes, segundo a ONU. Quase 130 mil iemenitas foram deslocados dentro do país, enquanto mais de 3 mil fugiram de barco pelo Mar Vermelho para a África.Quem são os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã?