Há algumas semanas, as tensões crescentes no Oriente Médio fazem com que os contratos de petróleo avancem e superem os US$ 105. Só nesta segunda (28), o Brent disparou 4% e levou o barril para US$ 108 (no contrato para novembro). O cenário fez com que analistas do Morgan Stanley revisassem estimativas para petroleiras, com novas projeções de preços para a commodity e de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) para 2026 e 2027. A principal escolha da casa para exposição ao setor segue sendo a Petrobras (PETR3; PETR4).Leia tambémPetróleo salta 4% e brent vai a US$ 108 após Trump rejeitar proposta de paz do IrãIrã anunciou uma proposta de paz na semana passada na Assembleia Geral da ONU em Nova York, informando que ela havia sido transmitida aos norte-americanos por meio de mediadores do Catar. Trump disse no sábado que rejeitou o plano“Preferimos empresas com combinação sólida de valuation, fundamentos e resiliência na geração de caixa, embora reconheçamos que o desempenho de curto prazo pode sofrer em um eventual movimento de queda das commodities”, afirmam os analistas. A expectativa é que o Brent fique em US$ 100 por barril no quarto trimestre de 2026. Com a atualização dos modelos para refletir a curva atual, a projeção de média para o segundo semestre de 2026 ficou em US$ 97/barril, acima dos US$ 85 projetados para 2027. A estimativa da casa para o longo prazo é de US$ 70/barril. Nesse cenário, as projeções de Ebitda para 2026 e 2027 foram ajustadas entre 12% e 19%. Segundo a casa, as ações de petroleiras latino-americana consideram o barril em cerca de US$ 69, o que garante potencial de valorização mesmo em cenários de preços abaixo dos observados atualmente. A principal recomendação é para Petrobras, que é classificada como “overweight” (peso acima do esperado; equivalente a compra). A petroleira mantém como base o Brent a US$ 70, visto como conservador pela casa. Os argumentos que sustentam a recomendação são avaliação atrativa, crescimento potencial e execução operacional. Os analistas citam o rendimento de fluxo de caixa livre (FCF Yield) entre 13% e 17% para a petroleira. “A continuidade das políticas atuais tende a preservar a direção estratégica da companhia, enquanto um ambiente mais orientado ao mercado poderia reforçar ainda mais o caso de investimento e aumentar o foco dos investidores nos fundamentos”, afirmam os analistas. Outra brasileira citada no relatório, que recomenda também as argentinas YPF e Vista Oil & Gas, é a PRIO (PRIO3). Para os analistas, a petroleira apresenta forte geração de caixa esperada para 2027 e tem expectativa de rendimento de fluxo de caixa livre (FCF Yield, em inglês) de 38%.Sobre a produção da PRIO, a casa considera que o campo de Wahoo tem sido bem-sucedida e que há expectativa sobre salto relevante na produção e na geração de caixa para 2027. The post Morgan eleva estimativas para Petrobras e PRIO após petróleo superar os US$ 105 appeared first on InfoMoney.