A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, que o Assaí (ASAI3) adquira 18 postos de combustíveis do Centro de Conveniências Millennium. O despacho foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (28).Com isso, a varejista ganha um passe para dar continuidade na aquisição dos postos, já instalados em lojas da empresa no estado de São Paulo, em uma estratégia que mira expandir as frentes que compõem o ecossistema da companhia. A operação poderá alcançar valor total de até R$ 80 milhões.O projeto tem potencial de superar 100 postos no futuro, condicionados a estudos de viabilidade. Neste primeiro momento, a companhia afirma que irá analisar a recepção da inciativa e avaliar a expansão para outras unidades.Segundo a varejista de alimentos, a entrada no segmento de combustíveis amplia as opções de conveniência oferecidas pelo Assaí e permite reunir diferentes necessidades dos consumidores em uma mesma jornada. Outros movimentos neste sentido incluem as Marcas Próprias, a entrada no segmento de farmácia, além de venda em aplicativos como iFood, Rappi e Mercado Livre.“Estamos aproveitando a escala de veículos e consumidores que circulam nas lojas para criar novas oportunidades de receita e ampliar o valor gerado”, diz Belmiro Gomes, CEO do Assaí.Atualmente, o Assaí atende mais de 40 milhões de clientes por mês e estima um fluxo de aproximadamente 20 milhões de veículos mensais em suas lojas. Além disso, possui eletropostos em unidades específicas.Mesmo com a aprovação, as ações do Assaí operam entre os destaques negativos do Ibovespa (IBOV) na tarde desta segunda (28). Por volta de 14h05, as ações recuavam 2,67%, cotadas a R$ 10,21. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "ASAI3", "ASAI3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "6cbdb9c"} ); Novidade é positiva?Entre analistas, houve uma boa recepção sobre a aquisição dos postos de combustíveis, embora com o radar de cautela ativado.O JP Morgan vê um pequeno impacto positivo vindo da operação, com o objetivo de monetizar o tráfego das lojas.“A transação é pequena (menos de 0,5% do valor de mercado), mas está alinhada à fala da administração sobre desenvolver novas avenidas de crescimento para monetizar o tráfego da base de lojas do Assaí (cerca de 20 milhões de carros por mês, segundo a companhia), na mesma linha das iniciativas de drogarias e serviços financeiros”, dizem os analistas.Considerando o valor por posto, a companhia deverá pagar no máximo de cerca de R$ 4,4 milhões por unidade, acima do nível de aproximadamente R$ 2,7 milhões pelo qual o GPA (PCAR3) vendeu para o Grupo Ultra em 2024.“Dito isso, suspeitamos que os ativos do Assaí apresentem tráfego e rentabilidade maiores em comparação com os postos de combustíveis do GPA, enquanto o valor total pago é imaterial para o Assaí. Negociando a 11,5 vezes o P/L (preço sobre o lucro” ajustado estimado para 2027, mantemos nossa recomendação Neutra para o Assaí”, diz o banco gringo.Leia mais: Assaí (ASAI3): Compra de postos de combustíveis é positiva, mas há pontos de cautela; veja o que dizem analistas – Money TimesPor dentro dos mercadosReceba gratuitamente as newsletters do Money TimesOBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.