Paraíba registra 7,2 mil casos prováveis de dengue e 14 mortes em 2026

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Número de mortes cresceu em 55,2% em comparação com todo o ano de 2025.A Paraíba contabilizou 7.296 casos prováveis de dengue e 14 mortes pela doença em 2026, segundo dados do Painel Epidemiológico das Arboviroses do Ministério da Saúde. Em todo o ano de 2025, foram registrados 9 óbitos por dengue no estado. Assim, o número de mortes em 2026 já é 55,6% maior que o registrado no ano anterior.Os 14 óbitos confirmados por dengue ocorreram em Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Campina Grande (2), Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro, São Bento (4) e Sumé.Sorotipos 1, 2 e 3 circulam na ParaíbaO sorotipo 3 é o mais prevalente atualmente na Paraíba. Também há circulação dos sorotipos 1 e 2 no estado.A presença de diferentes sorotipos reforça a necessidade de manter as medidas de prevenção contra o Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika.Vigilância atua no controle do AedesEm João Pessoa, o trabalho de combate ao mosquito inclui visitas domiciliares, identificação de criadouros e ações de bloqueio do vetor.Segundo Paulo, vigilante da Vigilância Ambiental, os equipamentos utilizados pelas equipes permitem atuar tanto na fase aquática quanto na fase adulta do mosquito. A estratégia é definida conforme a situação encontrada durante as visitas aos imóveis.As equipes também utilizam armadilhas em pontos estratégicos. O equipamento contém larvicida e, conforme explicado pela Vigilância, pode ajudar no controle do mosquito ao favorecer a distribuição do produto em locais onde há depósitos.Materiais recicláveis exigem atençãoFoto: Divulgação. Foto: DivulgaçãoOs locais onde são armazenados materiais recicláveis também estão entre os pontos observados pelas equipes de vigilância.Para Fabrício de Souza, técnico de Vigilância em Saúde, esses espaços são importantes para o trabalho de prevenção porque concentram materiais que podem ser retirados do ambiente, mas que precisam ser armazenados de forma adequada.A preocupação é que objetos expostos à chuva acumulem água e se transformem em possíveis criadouros do mosquito.Cuidados dentro de casaA população também pode contribuir para reduzir a proliferação do Aedes com uma vistoria periódica nos imóveis. Entre os locais que precisam ser observados estão:caixas-d’água descobertas;calhas;ralos;vasos de plantas que acumulam água;recipientes e materiais sem utilidade;pneus;piscinas abandonadas.Em apartamentos, a orientação é ter atenção especial aos ralos e às plantas mantidas com água. Telas podem ser utilizadas para evitar que o mosquito tenha acesso a esses locais.Lixo descartado de forma irregular pode favorecer criadourosFoto: Francisco FrançaOutro ponto de atenção é o descarte irregular de lixo nas ruas. Materiais deixados em locais inadequados podem acumular água e criar condições para a reprodução do Aedes.Além das ações de controle, João Pessoa desenvolve atividades de educação em saúde em espaços como creches, escolas e universidades. A proposta é ampliar a conscientização sobre a necessidade de identificar e eliminar possíveis criadouros.Com a previsão de temperaturas mais altas no fim do ano, a recomendação é manter a vigilância sobre os imóveis e evitar o acúmulo de água parada. A prevenção depende tanto das ações dos órgãos públicos quanto dos cuidados adotados diariamente pela população.O post Paraíba registra 7,2 mil casos prováveis de dengue e 14 mortes em 2026 apareceu primeiro em Vitrine do Cariri.