Wall Street encerra mês pressionado por Treasuries e petróleo; só Nasdaq sobe em setembro

Wait 5 sec.

Os índices de Wall Street encerraram sem direção única o último pregão de setembro, nesta quarta-feira (30). Apesar do otimismo com os dados de inflação mais comportados no começo da sessão, o Dow Jones e o S&P 500 penderam para o terreno negativo, de olho na pressão dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, e no petróleo.Confira o fechamento:Dow Jones: -0,86%, aos 50.908,79 pontosS&P 500: -0,25%, aos 7.651,80 pontos;Nasdaq: +0,24%, aos 26.861,064 pontos.No mês Dow Jones recuou quase 5%, enquanto o S&P 500 recuou 0,8%. Já o Nasdaq, por outro lado, acumulou alta de 1,7%.O que mexeu com Wall Street hoje?O índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) de agosto subiu a uma taxa anual de 3,4%, abaixo dos 3,7% do mês anterior. Economistas consultados pela Dow Jones previam que a inflação se manteria estável em 3,7%. Já o núcleo do PCE, excluindo alimentos e energia, que subiu 3% em relação ao ano anterior, abaixo dos 3,3% do mês anterior e também inferior à previsão dos economistas.Apesar dos números melhores do que o esperado, o mercado de títulos seguiu pressionado. O rendimento do Treasury de 10 anos subiu cerca de 1 ponto-base, para 5,27%, permanecendo muito próximo da máxima de quase duas décadas atingida no início desta semana. O rendimento do Treasury de 30 anos também subiu 3 pontos-base, para 5,622%.Já no front geopolítico, sem avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos, o presidente dos EUA, Donald Trump, negou as reportagens da Axios e da CNN que citavam autoridades norte-americanas dizendo que ele estaria disposto a aliviar as sanções contra o Irã.Além disso, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou que um navio-tanque foi atingido nesta quarta-feira por um projétil de origem desconhecida no Estreito de Ormuz e que o caso está sob investigação.O Goldman Sachs, em relatório enviado hoje, estima que as exportações de petróleo do Golfo se recuperaram para 23,3 milhões de barris por dia na última semana, em linha com a média de 2025, após terem dobrado em setembro.O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 0,92%, cotado a US$ 103,53 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. No mês, o ganho do Brent superou os 14%.