O Dia Internacional da Pessoa Idosa, comemorado em 1º de Outubro, busca conscientizar a sociedade sobre as necessidades, os direitos e os desafios da terceira idade. Ao envelhecer, um desses desafios é manter o cérebro ativo e preservar a cognição.De acordo com o Caderno de Atenção Básica nº 19 (Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa), do Ministério da Saúde, manter o cérebro saudável exige um conjunto de cuidados integrados no dia a dia.Estímulos mentais e físicosEntre as principais orientações do Ministério da Saúde estão estímulos cognitivos constantes e atividades intelectuais, como o hábito de ler livros, participar de grupos de leitura e debate, oficinas culturais e oficinas terapêuticas. Leia Mais Dia Nacional da Saúde: como estimular o cérebro ajuda no envelhecimento Milhões de idosos vivem sem apoio adequado no Brasil, diz estudo Envelhecimento populacional exige inovação na estrutura de cuidados Os estímulos devem ser realizados em conjunto com exercícios corporais, como caminhada, dança, ginástica ou musculação. O documento afirma que a atividade física melhora o funcionamento do cérebro, reduz o estresse e a ansiedade, eleva o humor e previne a perda da capacidade funcional.Coração e a alimentaçãoQuando a saúde vascular enfrenta problemas, ela também desempenha papel decisivo na proteção do cérebro.É preciso controlar rigorosamente as doenças crônicas, como a Hipertensão Arterial Sistêmica e o Diabetes Mellitus, já que o tratamento adequado da hipertensão reduz a incidência de déficits cognitivos e previne quadros de demência vascular e cerebrovascular.Em conjunto com os cuidados com o coração, a alimentação também não pode ser deixada de lado.Hábitos alimentares equilibrados, com um dieta rica em frutas, legumes, verduras e grãos integrais, somados à ingestão adequada de água, auxilia na proteção cardiovascular e na preservação do funcionamento do cérebro.Convívio social e saúde mentalAlém dos fatores biológicos, o bem-estar emocional e as relações humanas exercem forte influência no desempenho cognitivo.É importante preservar o convívio social e familiar do idoso, msntendo o hábito de conversar constantemente e incentivando a participação em grupos comunitários. Esse contato diminui significativamente o risco de depressão e de sofrimento psíquico. Por isso, o acompanhamento contínuo da saúde mental também é indispensável.O diagnóstico precoce de quadros depressivos e a realização de testes periódicos de rastreio de memória e cognição na Atenção Básica podem evitar o agravamento de perdas funcionais.MedicamentosAlém disso, é essencial usar medicamentos racionalemnte e a prevenção da polifarmácia –– o uso inadequado, excessivo ou desnecessário de múltiplos medicamentos ao mesmo tempo.Automedicação ou uso inadequado de substâncias como sedativos, ansiolíticos e anticolinérgicos podem provocar episódios de confusão mental (delirium) ou declínios cognitivos reversíveis.