Vorcaro tem título transferido para a Papuda e poderá votar nas eleições

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu para votar nas eleições de 2026 e teve o seu título de eleitor transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda. O ex-banqueiro está preso preventivamente no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. A lei permite que presos que ainda podem recorrer em instâncias superiores votem. O título de Vorcaro está em situação regular, e o local de votação dele será o “Complexo Penitenciário da Papuda, seção 0420”. No dia da votação, 4 de outubro, uma urna será disponibilizada no complexo penitenciário. Vorcaro comunicou à Polícia Militar que gostaria de votar, e a informação foi repassada à Justiça Eleitoral. Entenda o caso MasterApós identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de:Banco Master S/A;Banco Master de Investimentos S/A;Banco Letsbank S/A;Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, teve o seu encerramento forçado.O processo de liquidação foi acompanhado pela Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.Segundo as investigações, a instituição financeira oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.Em 17 de janeiro, o FGC iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.