Um novo mapa de Free Flow reúne 73 pórticos espalhados pelo Brasil e permite consultar localização, tarifa, concessionária responsável e situação da cobrança em cada ponto. A ferramenta foi criada pelo Pedágio Eletrônico e busca facilitar o planejamento da viagem antes de pegar a estrada.Com a expansão do modelo nas rodovias brasileiras, muitos motoristas ainda enfrentam dúvidas sobre onde consultar e pagar corretamente as passagens. Além disso, o cenário abre espaço para confusão com sites falsos e tentativas de golpe. Por isso, o mapa centraliza as informações e ajuda o usuário a identificar o canal correto antes de qualquer pagamento.Imagem: DivulgaçãoComo funciona o mapa de Free FlowDisponível gratuitamente no site do Pedágio Eletrônico, o mapa permite pesquisar por rodovia, cidade ou quilômetro e filtrar os pórticos por estado. Cada ponto aparece identificado por status, como em operação, sem cobrança, em breve ou com pagamento disponível no próprio Pedágio Eletrônico.A ferramenta também mostra quais estruturas já estão efetivamente em operação e quais ainda não iniciaram a cobrança. Dessa forma, o motorista consegue verificar a tarifa correspondente e descobrir qual concessionária administra o trecho.Segundo Pedro Hermano, CEO do Pedágio Eletrônico, a proposta foi reunir a infraestrutura em uma única visualização. “À medida que o Free Flow se espalha pelo país, o motorista pode encontrar pórticos administrados por diferentes concessionárias em uma mesma viagem. A proposta do mapa é reunir essa infraestrutura em uma única visualização para que ele consiga entender onde encontrará Free Flow, quem administra aquele trecho e qual é a situação da cobrança antes mesmo de pegar a estrada”, afirma.O executivo também destaca que o modelo não é estático. “O Free Flow está crescendo rapidamente e essa infraestrutura não é estática. Novos pórticos são instalados, operações começam e tarifas podem ser atualizadas. Por isso, não queríamos criar apenas uma lista de endereços. A ideia é permitir que o usuário visualize geograficamente como o modelo está distribuído e encontre as informações daquele ponto de forma mais simples”, explica Hermano.Mapa de Free Flow também pode ser incorporado em sitesAlém da consulta feita pelo motorista, a ferramenta foi liberada para uso em páginas de terceiros. Pela opção “Incorporar no meu site”, veículos de imprensa, concessionárias, empresas de transporte, turismo, mobilidade e outros serviços podem inserir o mapa em suas próprias páginas sem desenvolver uma solução semelhante.De acordo com o CEO, a ideia é ampliar o acesso às informações sobre o modelo à medida que novos trechos entram em operação no país. “Queremos que o mapa seja uma referência pública e aberta. Um jornal, uma concessionária ou outro serviço relacionado à mobilidade pode incorporá-lo e oferecer ao usuário a mesma informação. Quanto mais fácil for descobrir onde está o pórtico, quem é responsável por ele e qual é a situação daquela cobrança, mais simples tende a ser a adaptação do motorista ao Free Flow”, afirma.Hermano também ressalta que a retirada das cancelas torna a viagem mais fluida, mas exige evolução na experiência digital após a passagem. “O motorista não deveria precisar conhecer a estrutura do setor de concessões para conseguir usar o Free Flow. Ele precisa saber onde estão os pórticos da sua rota, identificar as cobranças e encontrar com clareza os canais adequados. Conforme o modelo ganha escala, organizar e tornar essas informações mais acessíveis passa a ser parte importante da experiência”, conclui.O mapa ainda identifica os pórticos cuja cobrança pode ser consultada e paga diretamente pelo Pedágio Eletrônico. Nesses casos, o motorista informa a placa do veículo e verifica as passagens registradas nas concessionárias integradas à plataforma. Já nos demais trechos, o sistema informa qual empresa administra o pórtico para que o usuário busque o canal correspondente.Segundo o material, os 73 pórticos exibidos no mapa não significam 73 pontos disponíveis para pagamento no próprio portal. A abrangência é nacional, mas a consulta e a quitação das passagens dependem da integração com a concessionária responsável.O contexto também envolve desafios mais amplos do setor. Em abril deste ano, 3,4 milhões de autuações relacionadas ao não pagamento de tarifas no Free Flow foram suspensas, e foi estabelecido um período de até 200 dias para regularização dos débitos. Na ocasião, o governo também anunciou medidas para ampliar a integração dos sistemas e facilitar a consulta às passagens pelos usuários.Diferentemente do pedágio convencional, o Free Flow substitui praças e cancelas por pórticos equipados com câmeras, antenas e sensores capazes de identificar os veículos em movimento. A passagem ocorre sem parada e a identificação pode acontecer pela tag ou pela placa.Com isso, o motorista precisa acompanhar com atenção os pórticos por onde passou e verificar as cobranças para realizar o pagamento corretamente. O mapa, segundo a empresa, busca justamente simplificar essa jornada.O post Mapa reúne 73 pórticos de Free Flow no Brasil com tarifas e concessionárias apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.