Elefantes conseguem pensar antes de agir e resistir a comportamentos impulsivos, revela uma nova pesquisa que amplia as evidências de que esses animais possuem habilidades cognitivas sofisticadas. Experimentos realizados no Instituto Nacional de Elefantes da Tailândia mostram que eles são capazes de controlar seus impulsos e escolher ações mais racionais para resolver problemas.O estudo publicado na revista PLOS One fornece, segundo os pesquisadores, a primeira evidência de controle inibitório em elefantes e traz informações sobre como esses animais tomam decisões e se adaptam a ambientes em constante mudança. O controle inibitório, capacidade de resistir a um impulso em favor de um comportamento mais eficaz, é uma parte importante da tomada de decisões e da flexibilidade cognitiva em humanos e outros animais.Essa habilidade já havia sido observada em diversas aves e mamíferos, frequentemente durante testes de desvio, nos quais os indivíduos precisam ignorar um caminho óbvio, porém ineficaz, para obter uma recompensa e optar por uma rota indireta. No novo estudo, a equipe de pesquisa do Hunter College documentou o primeiro registro desse tipo em elefantes.Foto: © naturepl.com / Bruce Davidson / WWFDurante os experimentos, os animais foram apresentados a uma caixa transparente com pequenos orifícios, pelos quais podiam ver e sentir o cheiro da fruta colocada em seu interior. Mesmo diante da possibilidade de alcançar diretamente a comida, os elefantes resistiram à tentação e escolheram uma abertura na lateral da caixa, conforme haviam sido ensinados anteriormente.Quando a caixa foi girada posteriormente, os elefantes inicialmente sucumbiram ao impulso de alcançar a posição anterior da abertura, mas corrigiram rapidamente o comportamento. A adaptação foi mais lenta em indivíduos mais velhos, o que pode ser explicado pelo declínio cognitivo relacionado à idade.O professor Joshua Plotnik, da City University of New York (CUNY), coautor da pesquisa, estuda há quase duas décadas a inteligência, a personalidade e o comportamento social dos elefantes na Tailândia, combinando pesquisa experimental com esforços de conservação. Seu trabalho investiga não apenas o que esses animais são capazes de fazer, mas também como suas habilidades cognitivas e diferenças comportamentais podem contribuir para estratégias de conservação destinadas a reduzir conflitos com os humanos que compartilham as mesmas paisagens. Leia também: 1.4 dicas para ajudar na preservação dos Elefantes 2.National Geographic lança documentário sobre a conservação de elefantes A pesquisa do Prof. Plotnik demonstrou que os elefantes conseguem se reconhecer em espelhos, consolar companheiros aflitos, coordenar ações com parceiros e resolver problemas inéditos. Sua equipe também descobriu que elefantes que vivem perto de comunidades humanas tendem a estar mais dispostos a correr riscos e explorar situações desconhecidas. Esses comportamentos podem ajudar a explicar por que alguns animais entram repetidamente em áreas agrícolas e entram em conflito com as pessoas. “Quanto mais entendermos como os elefantes pensam, tomam decisões sobre riscos e se adaptam às mudanças ambientais causadas pelo homem, melhor poderemos prever ‘o que eles farão a seguir’ e melhores serão nossas estratégias para a coexistência entre todos”, disse o Prof. Plotnik .The post Elefantes conseguem pensar antes de agir, mostra estudo appeared first on CicloVivo.