A audiência do Conselho de Justificação da Polícia Militar de São Paulo que pode resultar na expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da soldado Gisele Alves Santana, foi encerrada nesta quarta-feira (30). Segundo a defesa do réu, a última testemunha indicada pelos advogados foi ouvida durante a audiência. No entanto, o Conselho de Justificação ainda não definiu uma data para o interrogatório do tenente-coronel e ainda falta o depoimento do próprio acusado. O advogado Eugênio Malavasi, defesa do tenente-coronel, destacou à CNN Brasil que após o interrogatório, será encerrada a fase de instrução processual. Na sequência, as defesas deverão apresentar o chamado memorial defensivo, que corresponde às alegações finais, com os argumentos e pedidos considerados cabíveis no processo. A defesa não se manifestou quanto a informação de que o oficial poderia sofrer uma expulsão e perda de patente. Também não apresentou detalhes sobre quem seria essa última testemunha e qual o seu relato. Leia Mais Caso Gisele: Justiça remarca data do interrogatório de tenente-coronel Caso Gisele: Justiça inicia audiências nesta segunda-feira (29) Caso Gisele: STJ nega habeas corpus de tenente-coronel réu por feminicídio de PM em SP Caso Gisele: STJ nega habeas corpus de tenente-coronel réu por feminicídio de PM | CNN PRIME TIMEO Conselho de Justificação é um procedimento administrativo da própria Polícia Militar e é diferente da ação penal que apura a morte de Gisele. Ao final do processo administrativo, o colegiado poderá decidir sobre a situação do oficial na corporação.Geraldo está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona Norte de São Paulo, desde 18 de março, e responde na Justiça pelo feminicídio de Gisele e por fraude processual.Relembre o casoGisele, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento, no Brás, em 18 de fevereiro. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas a investigação passou a apurar a hipótese de feminicídio.Segundo a acusação, o tenente-coronel teria atirado contra a companheira durante uma discussão e depois alterado a cena para simular um suicídio. Laudos periciais apontaram inconsistências na versão apresentada pela defesa, segundo o Ministério Público.LEIA TAMBÉM: “Quem banca tudo é o papai”: humilhação financeira é exposta no Caso GiseleO oficial também é acusado de ter tentado eliminar vestígios do crime. A investigação identificou vestígios de sangue nas roupas dele e indícios de que teria tomado banho após o crime. *Sob supervisão de Thiago FélixSP: 68% das vítimas de feminicídio foram mortas dentro de casa