O VIX Brasil (S&P/B3 Ibovespa VIX), que é o indicador de apetite a risco brasileiro, superou 31 pontos pela primeira vez, no nível mais alto desde a sua criação, em março de 2024.Nesta segunda-feira (28), o VIX fechou em 31,84 pontos, em uma sessão marcada por pesquisas eleitorais e a menos de uma semana do primeiro turno das eleições.Ontem, a Pesquisa BTG Pactual/Nexus mostrou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42% e Flávio Bolsonaro (PL) com 37% no primeiro turno, com o presidente à frente do senador fora da margem de erro, e com 46% a 44% em um eventual segundo turno entre os dois candidatos.O cenário acirrado também foi confirmado pela pesquisa Quaest, que apontou Lula com 39% e o senador com 34% das intenções de voto no primeiro turno. Na simulação de segundo turno, o incubente tem 42% das intenções de voto e voltou a empatar numericamente com Flávio Bolsonaro. Diante disso, o mercado tem precificado a probabilidade de 50/50 ao resultado das eleições a poucos dias do primeiro turno.“Para os próximos dias, as pesquisas de intenção de votos, o noticiário envolvendo a crise do Supremo Tribunal Federal (STF) ou qualquer coisa que possa mexer com as perspectivas eleitorais tende a fazer muito preço na bolsa, no dólar, na curva de juros, além da agenda de indicadores”, avalia Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos. Confira os maiores níveis registrados pelo VIX na série histórica: PosiçãoDataPontuação do S&P/B3 Ibovespa VIX1º28/09/202631,842º21/09/202630,983º22/09/202630,584º25/09/202630,535º24/09/202630,25Fonte: B3O que é o VIX brasileiro? O índice tem uma dinâmica semelhante ao o VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500. Com o ticker VXBR, o índice é calculado a partir das Opções sobre o Ibovespa B3 e mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias. Na prática, funciona como um termômetro da percepção de risco do mercado – por isso, também é chamado de “índice do medo” – e costuma ser acompanhado por investidores, gestores e analistas em momentos de maior incerteza, sobretudo para estratégias de proteção de carteira e gestão de risco.