O programa Move Brasil destinado a entregadores e mototaxistas de aplicativo, caminha a passos lentos. Mesmo com os recursos públicos e a garantia do governo contra calotes, o público tem encontrado dificuldades para financiar os veículos.Segundo dados do Fundo Garantidor de Crédito (FGO), desde o início das operações, em 27 de julho, 17,7 mil entregadores contrataram empréstimos, totalizando R$ 384 milhões liberados. Antes da medida ser lançada, a estimativa de público potencial era de 700 mil a 1,2 milhão de entregadores em todo o país.O programa é voltado para entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativos há pelo menos seis meses com, no mínimo, cem corridas, ou ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais, com contratos formais há ao menos seis meses na mesma empresa.Leia tambémEleição: Flávio pede voto de confiança; Lula diz que 4º gestão será a mais importantePropaganda eleitoral gratuita termina nesta quinta-feira (1º)Lula reeleito deve evitar ajuste fiscal, mas dólar não vai a R$ 6, diz gestorAlfredo Menezes, da Armor Capital, diz que já viu “várias vezes falarem que Brasil ia quebrar”, mas que “quando a coisa aperta o governo faz a lição de casa” – enquanto isso, espera alocar no exteriorO governo explica, no entanto, que a elegibilidade não garante acesso automático, que depende de análise de risco da instituição financeira participante.O entregador Alexsandro Dantas, de 40 anos, tentou financiar uma moto nova pelo Move Brasil, mas não conseguiu. Trabalhando com entregas há mais de três anos, ele queria trocar a motocicleta, que está em nome de sua mãe, por um modelo novo.Segundo Alexsandro, ele acessou o gov.br e fez o requerimento para participar do programa, mas não foi aprovado. Ele avalia que a negativação de seu nome tenha sido o motivo:— Acho que não consegui porque meu nome é sujo, negativado. Tentei aderir pelo gov.br, deram prazo para o requerimento e, quando fiz, não foi aceito. Parecia fácil pela propaganda.Para ele, um veículo mais novo significaria menos gastos com manutenção:— Trabalhar com moto nova é melhor porque quase não dá problema.Já o entregador Marcelo de Souza, de 23 anos, conseguiu comprar o veículo pelo programa, mas o processo levou cerca de um mês e meio entre o início dos trâmites com a concessionária e a retirada da moto. Apesar da espera, ele diz que já esperava que o processo levasse algum tempo:— Comecei a falar com o rapaz da concessionária em 30 de julho e consegui tirar a moto dia 16 de setembro.Trabalhando com entregas por aplicativo há quatro anos, ele diz que viu no Move Brasil a oportunidade de trocar a bicicleta por uma moto própria. Depois de conseguir o veículo pelo programa, passou a tentar encorajar um amigo. Marcelo ressalta que o processo não é imediato e que é preciso esperar até a retirada das chaves.— Não é do dia para a noite, tem um processo, demora um pouco. Mas é só esperar que vai sair — diz.The post Move Brasil para entregadores caminha a passos lentos e tem baixa contratação appeared first on InfoMoney.