Elon Musk ajudará Pentágono a definir armas das próximas guerras

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Elon Musk vai ajudar o Pentágono a identificar as armas e tecnologias necessárias aos conflitos das próximas décadas. O empresário dividirá a liderança do Project Meridian com Palmer Luckey, fundador da empresa de defesa Anduril, e Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, anunciou a iniciativa na quarta-feira (30). O grupo terá 120 dias para concluir o trabalho e apresentar recomendações sobre as capacidades militares que os Estados Unidos precisarão desenvolver.O plano do governo americano busca cobrir cenários de combate do ambiente subterrâneo até o espaço além da Lua. Imagem: gorodenkoff/iStockDrones e armas hipersônicas no radarMusk defende há anos que drones e mísseis hipersônicos terão papel central nas guerras do futuro. Em 2024, ele resumiu essa visão em uma publicação: “As guerras do futuro são todas sobre drones e mísseis hipersônicos”.Leia mais:Trump reúne líderes de tecnologia e anuncia acordo sobre segurança de IADocumentário sobre Elon Musk usa IA para criar avatar do bilionárioMusk tem uma ideia para tornar a IA mais segura: deixar rivais testarem uns aos outrosO Project Meridian vai analisar como os conflitos podem evoluir em diferentes ambientes, do subsolo ao espaço além da Lua. A partir desse levantamento, o grupo deverá identificar as tecnologias e os recursos que as Forças Armadas americanas precisarão para enfrentar os desafios militares das próximas décadas.Hegseth justificou a participação de especialistas de fora do Pentágono com o argumento de que a experiência necessária para antecipar os conflitos não está restrita à estrutura militar. “Os melhores analistas de conflitos futuros não estão exclusivamente dentro do Pentágono”, afirmou. O secretário também apontou riscos em deixar que a própria instituição formule as perguntas e produza todas as respostas.Retorno ao governo e possíveis conflitos de interesseA participação marca uma nova colaboração de Musk com o governo americano, pouco mais de um ano após o fim de sua atuação no Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). Sua passagem pelo órgão foi marcada por turbulências e por um desentendimento público com o presidente Donald Trump em torno de um projeto de gastos. Mais tarde, os dois se reconciliaram, e Musk participou nesta semana de uma reunião na Casa Branca sobre segurança em inteligência artificial.O empresário também mantém negócios diretamente ligados à área militar. A SpaceX tem contratos com o Pentágono, enquanto Luckey fundou a Anduril, que desenvolve tecnologias de defesa, incluindo sistemas autônomos. Como as duas empresas atuam em um setor no qual o governo americano é cliente, a participação dos executivos na elaboração de recomendações levanta questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.A reestruturação militar americana prevê a criação de carreiras dedicadas exclusivamente a especialistas em combate autônomo. Imagem: Serhej Calka/iStockPentágono amplia aposta em sistemas autônomosO Project Meridian faz parte de um conjunto mais amplo de medidas anunciadas por Hegseth para ampliar o uso de robôs e tecnologias autônomas nas Forças Armadas. Entre as iniciativas estão:Criação do AUTOWARCOM: novo comando militar de quatro estrelas voltado à expansão de capacidades autônomas e robóticas.Novas carreiras militares: caminhos profissionais para formar e especializar militares no uso de sistemas autônomos.Proteção da estrutura militar: medidas para reduzir a vulnerabilidade de bases e cadeias de fornecimento a interferências estrangeiras.Ao fim dos 120 dias, o grupo deverá apresentar suas conclusões em um relatório público acompanhado de um anexo confidencial. Os documentos servirão de base para o planejamento das capacidades militares que os Estados Unidos poderão precisar no futuro.O post Elon Musk ajudará Pentágono a definir armas das próximas guerras apareceu primeiro em Olhar Digital.