WEG (WEGE3): Bradesco BBI prevê lucro de R$ 1,47 bilhão no 2T26 e aponta possível reação do mercado nesta quarta (22)

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A WEG (WEGE3) deve reportar lucro líquido de R$ 1,47 bilhão no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 8% na comparação anual, segundo estimativas do Bradesco BBI. Para o banco, caso os números se confirmem, a reação do mercado tende a ser neutra, uma vez que as projeções estão amplamente alinhadas ao consenso.O banco manteve recomendação neutra para WEGE3, de acordo com relatório disponibilizado pela Ágora Investimentos. Segundo os analistas, a ação negocia a um múltiplo considerado exigente, de 29 vezes o preço sobre lucro (P/L) projetado para 2026, o que limita o potencial de valorização.Na prévia para o balanço, que será divulgado nesta terça-feira (22), antes da abertura do mercado, o Bradesco BBI afirma que a companhia deve apresentar resultados consistentes, com melhora nas tendências de receita, embora as margens continuem pressionadas.O banco estima receita 3% menor em reais na comparação anual. Em termos neutros de câmbio, porém, a expectativa é de retomada do crescimento, com avanço de 2%.Segundo o Bradesco BBI, a receita internacional deve crescer 15% em dólares, impulsionada pela forte demanda nos segmentos de transmissão e distribuição (T&D), geradores e alternadores. Já a receita doméstica deve recuar 10%, refletindo uma base de comparação mais desafiadora e o impacto dos juros elevados sobre a atividade de investimento.Apesar da melhora da receita, o Bradesco BBI projeta margem Ebitda de 21,2%, queda de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, pressionada pelo aumento dos custos de matérias-primas e mão de obra. Com isso, o Ebitda é estimado em R$ 2,1 bilhões, baixa de 7% na comparação anual.Na avaliação do banco, o crescimento da receita está ganhando força, mas as margens seguem sendo o principal ponto de atenção para os investidores.O Bradesco BBI também destaca que as ações da WEG acumulam queda de 8% no mês, movimento que atribui principalmente ao desempenho fraco de pares globais, e não a preocupações específicas com o balanço do segundo trimestre.