Vibe coding é programar com ajuda de IA, sem escrever código (foto: Markus Spiske/Pexels) Resumo Cerca de 560 mil aplicativos foram lançados na App Store no primeiro semestre de 2026, de acordo com a empresa de análise de mercado Sensor Tower.O ritmo praticamente dobrou em relação ao lançamento de aproximadamente 600 mil aplicativos durante todo o ano de 2025.O número de downloads, porém, ainda não acompanhou a tendência, crescendo apenas 2% no primeiro semestre de 2026, com 17,6 bilhões.No primeiro semestre de 2026, foram lançados cerca de 560 mil apps na App Store, loja de software para iPhones, Macs e outros produtos da Apple. Em 2025, foi necessário o ano inteiro para chegar a 600 mil apps — ou seja, o ritmo praticamente dobrou.Os números foram obtidos pelo jornal The New York Times junto à empresa de análise de mercado Sensor Tower e confirmam informações de outras consultorias. Em abril de 2026, a Appfigures apontou um crescimento de 80% nos lançamentos na App Store no primeiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2025.O fenômeno não parece ser exclusivo do ecossistema da Apple: ao considerar também a Google Play Store, o crescimento nesse mesmo intervalo foi de 60%.Por que há mais apps novos chegando às lojas?A principal explicação para o aumento no número de lançamentos está no vibe coding, nome dado ao processo de criar aplicativos usando instruções escritas em linguagem natural. Isso se tornou possível graças ao auxílio de modelos de inteligência artificial, que se encarregam de transformar os comandos em códigos.Com as novas ferramentas, algumas pessoas passaram a olhar novamente para o mercado de aplicativos como uma oportunidade de negócios. Dados da Sensor Tower apontam que o lançamento de apps na loja da Apple atingiu seu ponto mais baixo em 2022, com 420 mil. Desde então, os números vêm subindo.Por um lado, a tendência parece contrariar uma previsão feita de que a IA iria “matar” a necessidade de aplicativos, já que seria capaz de realizar diversos tipos de tarefas, como editar fotos, organizar viagens e criar apresentações, entre muitos outros.Por outro lado, o aumento na oferta ainda não foi acompanhado por mais interesse dos consumidores. A Sensor Tower diz que o número de downloads cresceu 3% em 2025, atingindo 35,4 bilhões, e 2% no primeiro semestre de 2026, com 17,6 bilhões.O que isso significa para as gigantes da tecnologia?Em reportagem publicada nesta segunda-feira (20/07), o New York Times explora algumas possíveis consequências dessa tendência para a Apple.App Store ganha dinheiro com comissões de vendas e assinaturas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)O movimento pode ser positivo para os negócios da empresa, que cobra comissões de até 30% sobre transações e assinaturas dentro de apps. Isso, porém, depende de um maior interesse dos usuários, o que ainda não aconteceu. Além disso, é possível que esses novos apps prefiram o caminho da monetização por anúncios, mais fácil de implementar e menos interessante financeiramente para a Apple.O maior volume de aplicativos, no entanto, pode atrapalhar o processo de revisão manual, levando a tempos maiores de espera até a aprovação — isso, inclusive, já estaria acontecendo. Também existem questões de qualidade, como riscos de segurança ou presença de conteúdo inapropriado.“Estamos animados para ver uma nova geração de desenvolvedores adotando as ferramentas mais recentes para criar e publicar aplicativos em uma velocidade sem precedentes. Todos deverão seguir as mesmas exigências de qualidade, privacidade e segurança”, disse a Apple ao NYT.Vibe coding faz ritmo de lançamentos na App Store dobrar