A britânica Laura Jackson, 38 anos, é uma doadora de sangue frequente — ela é A negativo, um tipo raro de sangue. Quando foi doar em abril de 2025, porém, foi rejeitada em uma triagem inicial devido aos baixos níveis de ferro. Ela até achou que era cansaço pela rotina de trabalho e cuidar do filho.Os médicos pediram então que ela fizesse exame de fezes. Ela fez dois e, em ambos, apareceu sangue oculto, o que levou ao encaminhamento dela para uma colonoscopia e gastroscopia em maio do mesmo ano. Leia tambémEsse alimento contém mais proteína que o ovo e pode ajudar na dietaAmendoins são uma ótima fonte de proteína vegetalCaneta emagrecedora: Foz do Iguaçu quer definir regras de acesso ao Mounjaro pelo SUSMunicípio vai estabelecer critérios técnicos para uma eventual oferta da tirzepatida na rede pública “Naquele tempo, a única coisa que eu realmente sentia era cansaço. Eu era uma mãe trabalhadora, tinha apenas 38 anos e um filho de um ano e outro de três anos que ainda acordavam à noite”, disse. Os resultados dos exames mostraram que a mulher tinha um tumor no intestino de cinco centímetros. “Foi simplesmente a experiência extracorpórea mais surreal de todas”, afirmou. Ela disse que não apresentava nenhum dos sintomas típicos de câncer de intestino — alterações nas fezes, necessidade de evacuar com mais ou menos frequência do que o normal, presença de sangue nas fezes e sangramento pelo ânus — mas observou que teve episódios ocasionais de diarreia, até três vezes, no ano anterior ao encaminhamento para o serviço médico. No dia seguinte a receber a notícia, Jackson fez uma tomografia computadorizada para determinar o estágio do seu câncer e, em seguida, foi submetido a uma cirurgia de ressecção intestinal em julho de 2025, na qual um terço do seu intestino foi removido. Porém, seis semanas depois, exames encontraram focos de metástase do câncer em suas veias e fora do intestino, elevando o estágio do tumor de dois para três. Jackson precisou ser submetida a quatro sessões de quimioterapia durante 12 semanas. “A ideia da cirurgia não me assustava, mas a quimioterapia sim. Tentei mudar a perspectiva e pensar que, em vez de a quimioterapia ser a inimiga assustadora, ela estava impedindo que a doença voltasse”, disse. Desde que terminou a quimioterapia, o corpo de Laura não apresentou nenhum sinal da doença, mas ela ficará sob vigilância por cinco anos antes de poder ser considerada em remissão. Ao relembrar o período que antecedeu seu diagnóstico, Laura diz que gostaria de ter dado mais ouvidos ao seu corpo — às vezes, ela tirava cochilos de duas horas durante o dia e tinha crises de diarreia. “Três vezes por ano eu tinha cólicas estomacais e precisava evacuar, mas nada acontecia. A dor era tão intensa que, eventualmente, eu começava a ter diarreia frequente. Olhando para trás, eu tinha uma obstrução intestinal parcial, então meu corpo estava em colapso tentando evacuar, mas o tumor estava no caminho. Se isso acontecesse todo mês, eu pensaria: “Que estranho” e iria ao clínico geral, mas, como não acontecia, achei que fosse uma daquelas coisas que acontecem”, afirmou. A mulher agora incentiva outras pessoas a pedirem exames de fezes que detectem sangue, caso apresentem algum sintoma de câncer de intestino. “[O câncer] teria sido deixado e teria se espalhado se eu não tivesse feito o procedimento”, explicou.The post Mulher descobre câncer de intestino após ter doação de sangue negada appeared first on InfoMoney.