Morgan Stanley mantém Brasil como principal aposta na América Latina

Wait 5 sec.

O Brasil continua sendo o mercado preferido do Morgan Stanley entre os países da América Latina. Em relatório divulgado recentemente, o banco afirmou que os ativos brasileiros ainda negociam a preços atrativos e que, caso o cenário internacional permaneça favorável, o país reúne condições para receber um novo fluxo de capital estrangeiro nos próximos meses.A instituição atribui essa perspectiva a quatro fatores principais: preços atrativos dos ativos locais, desaceleração da inflação, expectativa de queda dos juros e baixa exposição dos investidores estrangeiros ao mercado brasileiro, o que abre espaço para uma nova entrada de capital.O tema foi destaque no quadro “Insights da Semana“, apresentado nesta semana por Thiago Godoy na Resenha do Dinheiro.Segundo Thiago, educador financeiro, o relatório indica que ainda existe potencial de valorização para os ativos brasileiros, embora alguns riscos continuem no radar. “Na prática, se o cenário global ajudar, existe muito espaço para a entrada de capital estrangeiro e para a valorização dos ativos brasileiros. O principal risco continua sendo uma surpresa na política de juros dos Estados Unidos e o cenário eleitoral aqui no Brasil”, explica. Petróleo a US$ 100 deve aumentar a inflação no Brasil Wall Street cai com gastos elevados de IA e preço do petróleo em alta Nova tarifa dos EUA sobre trabalho forçado entra em vigor nesta sexta (24) Mais insightsOutro destaque do mercado foi a análise de Larry Fink, CEO da BlackRock, que voltou a demonstrar otimismo com o mercado de criptomoedas.Segundo Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, o executivo acredita que o bitcoin já concluiu seu movimento de correção e pode iniciar um novo ciclo de valorização.“A alavancagem excessiva foi retirada do mercado e, na visão dele, o bitcoin está preparado para subir nos próximos 12 meses. É uma análise interessante pois Fink ocupa uma posição privilegiada para acompanhar os movimentos do mercado e essa visão pode ser mais um elemento a ser considerado pelos investidores”, destaca Pascowitch. Já Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, chamou atenção para um relatório do BTG Pactual que alerta para os riscos do uso cada vez mais disseminado da inteligência artificial no sistema financeiro.Segundo ela, a preocupação não está no avanço da tecnologia em si, mas no fato de que bancos, empresas e investidores estão cada vez mais dependentes dos mesmos modelos e provedores de IA. “O relatório mostra que praticamente todo o sistema financeiro está utilizando modelos parecidos de IA para análise de crédito e gestão de riscos. Isso aumenta a interdependência entre as instituições e cria um cenário em que uma falha tenha potencial para gerar impactos em cadeia no sistema financeiro”, explica.Resenha do DinheiroRealizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.