A guerra das maquininhas ganhou mais um oponente: a XP. A área voltada para pequenas e médias empresas da corretora, a XP Empresas, entrou de vez no mercado de adquirência com o lançamento de sua ‘branquinha’, em parceria com a Fiserv, líder global em tecnologia financeira, por meio da Clover, maior plataforma mundial de pagamentos baseada em SaaS (Software as a Service).Outra novidade é um cartão voltado para esse público, o XP Empresas Infinite, com bandeira Visa.Segundo Philipe Pellegrino, head da XP Empresas, em um primeiro momento, a XP irá focar na ‘porteira para dentro’, ou seja, nos clientes que já possuem relacionamento com a instituição. Posteriormente, a área quer explorar o ‘mar aberto’, com a captação de clientes externos.Mas não será fácil: a disputa por esse mercado é feroz, com dezenas de marcas de bancos e fintechs. São pelo menos 30 marcas no mercado.Para isso, a XP aposta em seu ecossistema de investimentos e em seu atendimento. ‘Seguirmos nessa estratégia de oferecer aos nossos clientes essa completude de produtos e serviços, a XP é muito forte e competitiva em todo o ecossistema de investimentos’, destaca Pellegrino.Pellegrino diz que a corretora possui vantagens competitivas em câmbio e em outros produtos ‘em que estamos avançando agora para oferecer aos nossos clientes’.‘Quando falo dessa qualidade de atendimento, principalmente no mercado de pequenas e médias empresas (PMEs) e um pouco no middle market, temos essa vantagem competitiva de estar muito próximos do cliente, de oferecer um atendimento presencial, e isso é um diferencial’, destaca.Excluindo os microempreendedores individuais (MEIs), o Brasil tem aproximadamente de 8 milhões a 10 milhões de pequenas e médias empresas. As micro e pequenas empresas (MPEs) respondem por 26,5% do PIB brasileiro e foram responsáveis por 80% das vagas de trabalho criadas no país.Cliente mais rentávelJá Marcela Pinori, da Visa, cita um estudo que mostra a dimensão e explica por que esse público se tornou tão disputado pelos bancos: o cliente pessoa jurídica é até 11 vezes mais rentável para o banco do que a pessoa física.‘Você começa com um produto, mas ele acaba contratando toda a outra gama de produtos que o banco oferece’, afirma.Segundo ela, o cliente pessoa jurídica gera uma média de US$ 17 mil em receita para o banco. ‘Metade das pequenas e médias empresas não sabe qual é a gestão financeira do próprio negócio. Então, acho que temos aqui um papel ainda mais importante como empresas para atender muito bem esse segmento.’A entrada da XP no segmento de adquirência mira um mercado endereçável estimado em R$ 4 trilhões em TPV (Total Payment Volume) por ano.Quais são as vantagens?O Cartão XP oferecerá Investback de até 1,2% nas compras realizadas na função crédito, integração com o ecossistema XP, acesso a salas VIP e ao Visa Fast Pass, além de benefícios da bandeira desenvolvidos especialmente para os negócios, como consultoria de reputação digital e assistência tecnológica.Com isenção de anuidade, será permitida a emissão de até seis cartões adicionais, com o limite de crédito definido de acordo com a avaliação do perfil do cliente. Além disso, haverá a possibilidade de limite incremental com a garantia colateral constituída sobre investimentos do cliente na XP.A oferta dos produtos ocorrerá de forma gradual para a base de usuários da XP Empresas a partir do terceiro trimestre.